Lisboa, 14 Nov 2025 (Lusa) – Portugal continental registou, entre as 00:00 de quinta-feira e as 22:00 de hoje, 2.806 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo na Península de Setúbal e Grande Lisboa, com o número de incidentes a diminuir nas últimas horas.
RUI MINDERICO/LUSA
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) referiu à Lusa, num balanço pelas 22:15, que das 2.806 ocorrências, 1.507 foram por inundações, 529 por quedas de árvore e 311 por limpezas de via.
A Península de Setúbal foi a sub-região mais afectada, com 597 destas ocorrências, seguida da Grande Lisboa (349) e Algarve (285).
De acordo com a mesma fonte, nas últimas horas diminuíram o número de ocorrências, registando-se 59 nas últimas três horas.
Num ponto da situação divulgado pelas 17:30, a ANEPC tinha registado, entre as 14:00 de quarta-feira e as 17:00 de hoje, 2.772 ocorrências associadas à passagem da depressão Cláudia, que já provocaram duas mortes e 32 pessoas deslocadas.
Em comunicado, a ANEPC já tinha destacado que o impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado através de comportamentos preventivos adequados, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, com a adopção de medidas como a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais.
A Protecção Civil recomenda ainda aos cidadãos que tenham especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas, que adoptem precauções na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas e que evitem actividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos junto à orla marítima.
Outras das medidas preventivas passam por uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e prestando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias; não atravessar zonas inundadas, prevenindo o risco de arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; e retirar de zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens para locais seguros.
A depressão Cláudia afecta desde quarta-feira Portugal continental e o arquipélago da Madeira com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Faro, Setúbal e Beja estão hoje e sábado sob aviso laranja, o segundo mais grave, devido à previsão de chuva, com “aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada”, de acordo com o IPMA, colocando os outros 15 distritos de Portugal continental sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação, vento e agitação marítima.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado e o aviso amarelo é quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
Para sábado, o aviso laranja vai estar em vigor em Faro, Setúbal e Beja, entre as 09h00 e as 15h00, devido a “precipitação persistente, e por vezes forte e acompanhada de trovoada”.
Foto: Leonardo Negrão
Três distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja, o segundo mais elevado, entre esta sexta-feira, 14 de Novembro, e sábado, devido à chuva forte, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Faro encontra-se sob aviso laranja, por “aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada”, até às 12h00 de hoje, sendo que o mesmo alerta está em vigor pelos mesmos motivos em Setúbal até às 09h00.
Já no sábado, o sinal laranja vai estar em vigor em Faro, Setúbal e Beja, entre as 09:00 e as 15:00, devido a “precipitação persistente, e por vezes forte e acompanhada de trovoada”.
Todos os distritos de Portugal continental e o arquipélago da Madeira vão estar sob aviso amarelo por diferentes motivos – agitação marítima, vento ou precipitação – em distintos períodos até sábado.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
Mais de duas mil ocorrências
Portugal continental registou até às 21h00 de quinta-feira 2106 ocorrências devido ao mau tempo, do qual resultaram duas vítimas mortais, um ferido ligeiro e quatro pessoas desalojadas, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).
Em declarações à Lusa, o oficial de operações da ANEPC, José Costa, afirmou que até às 21h00 de quinta-feira, aquela entidade registou “2106 ocorrências em todo o continente”, devido às condições climatéricas adversas causadas pela influência da tempestade Cláudia, chuvas intensas e persistentes, ventos fortes e agitação marítima.
Segundo o responsável, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou maior número de ocorrências, com 1.196, seguida da região Centro, com 477, adiantou o oficial de operações.
Na região norte, registaram-se 130 ocorrências, no Algarve 203 e no Alentejo 100, acrescentou.
Acompanhe aqui a situação sobre as consequências do mau tempo devido à passagem da depressão Claudia.
Inundações em Setúbal RUI MINDERICO/LUSA
Casal de idosos morre em casa inundada em Fernão Ferro
Um casal de idosos morreu na sequência de uma inundação em casa, em Fernão Ferro, segundo avançou o Correio da Manhã e confirmou o DN junto do Comando Territorial de Setúbal da GNR.
Ambas as vítimas tinham 88 anos.
Devido à chuva forte, ocorreu uma subida do nível da água, que acabou por “inundar a residência e impossibilitou a sua fuga”, indicou fonte da GNR.
O militares da GNR entraram na casa com a ajuda dos bombeiros e encontraram os dois idosos já cadáveres. Procedeu-se a manobras de suporte básico de vida, “mas não foi possível reverter a situação”, disse ao DN a mesma fonte.
13:43, 13 Nov 2025
Só nas últimas quatro horas foram registadas quase 800 ocorrências, diz Protecção Civil. Mobilizados mais de três mil operacionais
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) indicou que os efeitos da depressão Cláudia deverão fazer-se sentir até domingo, segundo informação do IPMA.
No balanço feito esta manhã na sede da ANEPC, a Protecção Civil referiu que o estado de prontidão está no nível 2 desde quarta-feira (12), às 14h00, e foram registadas, até ao momento, 1292 ocorrências, sendo que nas últimas quatro horas, registaram-se 784 ocorrências, tendo sido mobilizados 3653 operacionais.
13:17, 13 Nov 2025
Marcelo manifesta solidariedade aos familiares das vítimas mortais de Fernão Ferro
Marcelo Rebelo de Sousa reagiu à morte de dois idosos em Fernão Ferro, em sequência de uma inundação em casa provocada pelo mau tempo.
“O Presidente da República manifesta a sua solidariedade aos familiares das duas vítimas da tempestade desta noite no Seixal e não pode deixar de sublinhar que a tragédia natural depara infelizmente tantas vezes com a precariedade da vida e da habitação de sectores mais idosos ou mais pobres da população”, diz uma nota publicada no site da presidência.
13:09, 13 Nov 2025
Distrito de Faro em alerta vermelho até às 15h00
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou o distrito de Faro, todo o Algarve, em alerta vermelho até às 15h00 devido à previsão de precipitação persistente por vezes forte. Localmente poderão haver acumulados da ordem dos 40 mm/h, prevê o IPMA.
13:02, 13 Nov 2025
Dois desalojados no concelho de Abrantes
O Comando Sub-Regional do Médio Tejo registou entre as 00:00 e as 11:00 de hoje 64 ocorrências relacionadas com a depressão Cláudia, com a chuva intensa a provocar dezenas de inundações e dois desalojados no concelho de Abrantes.
Em declarações à Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo, David Lobato, explicou que Abrantes, no distrito de Santarém, foi o município mais afectado, com 26 ocorrências, seguido de Ourém, com 10.
“Desde as 00:00, temos 64 ocorrências, com muitas inundações, desobstruções e quedas de árvores. O mais significativo continua a ser Abrantes, onde se registaram dois desalojados e três deslocados devido à entrada de água nas habitações”, declarou.
Segundo o responsável, as pessoas afectadas foram realojadas em casa de familiares, até ser possível regressarem às suas habitações.
“Temos 10 quedas de árvores, dois desabamentos de estruturas edificadas, cinco limpezas de via, uma operação de resgate aquático e 31 inundações”, detalhou, sublinhando que não há vias cortadas, mas várias zonas com lençóis de água e ribeiras transbordadas, especialmente em Alferrarede, no concelho de Abrantes.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, confirmou à Lusa a existência de “muitas situações críticas e de inundação de habitações”, sobretudo devido ao transbordo de linhas de água em Rio de Moinhos, Tramagal, Alferrarede, Chainça e Rossio.
“Há pessoas desalojadas, situações que nos preocupam. Estamos a fazer o realojamento através de familiares sempre que possível e, quando não é, recorremos aos nossos meios municipais de resposta”, explicou.
O autarca adiantou que não há feridos a registar, mas destacou que há “pessoas em situação de fragilidade e com bens danificados”, sendo “crítico gerir este volume de ocorrências” registadas devido à forte pluviosidade.
A Avenida António Farinha Pereira, uma das principais entradas da cidade, continua a ser um ponto crítico quando ocorrem chuvas intensas, acrescentou, referindo que o município está a trabalhar em conjunto com as Infra-estruturas de Portugal “para encontrar soluções para estes locais problemáticos que se repetem há vários anos”.
Ainda de acordo com David Lobato, caíram cerca de 60 milímetros de chuva nas últimas 24 horas na região, valor equivalente à média mensal.
“Foi muita água em pouco tempo. Os terrenos estão saturados e, com a chuva prevista até domingo, o risco de novas inundações é elevado”, alertou.
O comandante adiantou também que o aviso meteorológico passou de vermelho (o mais grave) a laranja, mas insistiu na importância de comportamentos preventivos.
“Evitar atravessar vias inundadas, manter caleiras e sumidouros limpos e adoptar comportamentos de segurança. Todos nós somos Protecção Civil e só juntos conseguimos responder a estas situações”, apelou.
Acompanhe aqui a situação sobre as consequências do mau tempo devido à passagem da depressão Claudia.
João Manuel Ribeiro (Arquivo)
Circulação de comboios suspensa na Linha do Norte, entre Entroncamento e Santarém, e condicionada na do Alentejo
A circulação de comboios está suspensa entre o Entroncamento e Santarém devido a uma avaria no sistema de sinalização e estácondicionada entre Pinhal Novo e Poceirão por causa de um abatimento de piso provocado pelo mau tempo.
Segundo a Infra-estruturas de Portugal, na linha do Norte, a avaria no sistema de sinalização, que impede a comunicação com a linha, obrigou à suspensão de circulação ferroviária entre o Entroncamento e Santarém pelas 07:00.
Na linha do Alentejo, o abatimento de via foi registado cerca das 09:10 levando à suspensão da circulação entre Pinhal Novo e Poceirão durante cerca de 20 minutos. Pelas 09:30, a circulação passou a fazer-se nos dois sentidos, mas apenas numa das vias.
Estão fechadas 14 barras devido à agitação marítima
Devido à agitação marítima, 14 barras marítimas estão fechadas à navegação, de acordo com a informação disponibilizada no site da Autoridade Marítima Portuguesa.
As barras marítimas fechadas são as do Douro, Esposende, Caminha, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, portinho da Ericeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Faro, Olhão, Quarteira, Tavira e Vilamoura.
Condicionadas à navegação estão as barras de Aveiro, Figueira da Foz, Albufeira e Portimão.
Cerca de 16 mil pessoas ainda sem electricidade em Lisboa, Santarém e Setúbal
Cerca de 16 mil clientes de energia eléctrica estavam sem abastecimento, às 08:30, nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, informou a E-REDES.
Esta situação representa uma melhoria face ao que se registava às 08:00, quando cerca de 20 clientes estavam sem energia, oito mil só no distrito de Setúbal.
Setúbal e Santarém sob aviso vermelho até às 10h00
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um novo aviso vermelho para o distrito de Santarém, que se junta ao de Setúbal, que estarão em vigor até às 10:00 de hoje devido à chuva.
O IPMA tinha emitido avisos ‘laranja’ até às 09:00 de hoje para os distritos de Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga devido à chuva forte e persistente, passando depois a amarelo até sábado.
Montijo encerra escolas “por motivos de segurança”
“Por motivos de segurança”, a Câmara do Montijo, em Setúbal (distrito está sob aviso vermelho devido ao mau tempo), informou que “o Agrupamento de Escolas do Montijo, e o Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra, a Escola Profissional do Montijo e o Conservatório Regional de Artes do Montijo estarão fechadas no período da manhã”.
Em comunicado, partilhado nas redes sociais, a autarquia apela à população para que “evite deslocações desnecessárias”. “Se sair, redobre a atenção nas zonas de maior risco”, recomenda a Câmara do Montijo.
“Tenha a máxima prudência na circulação. Mantenham-se em segurança e siga as indicações. Não arrisque atravessar zonas alagadas e evite sair de casa se não for urgente”, pede a autarquia.
O distrito de Setúbal está sob aviso vermelho até às 10h00 devido à chuva forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
20 mil sem electricidade em Lisboa, Setúbal e Santarém
Cerca de 20 mil clientes ficaram sem energia nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, segundo um balanço da E-Redes avançado pela Antena 1. De acordo com esta mesma fonte, Setúbal é o distrito mais afectado, com cerca de oito mil clientes sem electricidade.
Protecção civil registou 86 ocorrências entre a meia noite e as 6h00
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 86 ocorrências entre as 00:00 e as 06:00 desta quinta-feira, 13 de Novembro, relacionadas com a chuva forte por causa da depressão Claudia, sobretudo inundações.
“Entre as 00:00 e as 06:00 de hoje foram registadas 86 ocorrências, 68 das quais inundações de vias, garagens, caixas de elevador, mas sem causar vítimas nem desalojados”, adiantou à Lusa Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).
As regiões mais afectadas foram a Grande Lisboa, a Península de Setúbal e o Oeste, disse a fonte, especificando que em Setúbal foram registadas 43 ocorrências, na Grande Lisboa 19 e no Oeste 13.
Das 86 ocorrências registadas, sobretudo entre as 03:00 e as 06:00 de hoje, 68 foram inundações, seis quedas de árvores e quatro movimentos de massa.
“Nestas ocorrências estiveram empenhados 184 operacionais, com o apoio de 56 meios”, disse Pedro Araújo.
Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão a ser afectados desde quarta-feira pelos efeitos da depressão Claudia com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA elevou de laranja para vermelho, o mais grave, o aviso de chuva por vezes forte e persistente até às 09:00.
Nos distritos de Viseu, Porto, Guarda, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga, o laranja vai estar em vigor até às 09:00, devido à “precipitação, por vezes forte e persistente”.
O aviso para Évora, Beja e Portalegre estende-se até às 12:00. Já Faro encontra-se sob aviso laranja até às 15:00 pelos mesmos motivos.
Faro, Setúbal, Lisboa e Beja estão também sob aviso amarelo até ao fim de semana por causa da agitação marítima, com a possibilidade de “ondas de sudoeste com 04 a 5,5 metros, em especial no barlavento.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
Segundo a Protecção Civil, as ocorrências até às 16h00 referem-se sobretudo a quedas de árvores.
Uma das ocorrências em Lisboa foi a queda de parte do telhado da estação ferroviária de Santa Apolónia. FOTO: LEONARDO NEGRÃO
Portugal continental registou esta quarta-feira, entre as 00h00 e as 16h00, mais de 220 ocorrências associadas às condições meteorológicas adversas, sobretudo quedas de árvores, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) e o município de Lisboa.
Em declarações à agência Lusa, o comandante da ANEPC, Pedro Araújo, disse que, entre as 00h00 e as 16h00, se registaram um total 202 ocorrências, balanço que não inclui a cidade de Lisboa.
O Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa (SMPCL) registou entre as 09h00 e as 15h00 um total de 25 ocorrências devido ao mau tempo, pela passagem da depressão Cláudia, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima.
Das 25 ocorrências registadas em Lisboa, 15 são de quedas de árvores, quatro de quedas de estruturas, quatro de acidentes rodoviários, uma de queda de revestimento e uma de inundações, indicou à Lusa a directora municipal da Protecção Civil de Lisboa, Margarida Castro Martins, referindo que a maioria das situações foi nas freguesias do Beato, São Vicente, Benfica, Alcântara e Alvalade.
Uma das ocorrências em Lisboa foi a queda de parte do telhado da estação ferroviária de Santa Apolónia, em resultado do vento forte, caindo sobre várias viaturas, não havendo danos pessoais nem tendo sido afectada a circulação de comboios, segundo fonte da Infra-estruturas de Portugal (IP).
Sobre o restante território de Portugal continental, o oficial de operações do comando nacional da ANEPC disse que a maioria das 202 ocorrências registadas ocorreu na região Centro, com 77 situações, Lisboa e Vale do Tejo, com 60, e a região Norte, com 54, referindo que não há informação de qualquer vítima associada às condições meteorológicas adversas.
Por sub-regiões, o comandante Pedro Araújo destacou a Área Metropolitana do Porto, com 24 ocorrências, seguindo-se Coimbra, com 33, e Grande de Lisboa, com 19.
Por tipologia, as ocorrências incidiram, maioritariamente, em quedas de árvores, com 84 situações, quedas de estruturas, com 45, e inundações, com 38, adiantou o responsável da ANEPC.
Quanto aos danos registados, o comandante da Protecção Civil disse que têm a ver sobretudo com elementos de construção temporária e com postos de telecomunicações e de transporte de energia, assim como alguns telhados que foram afectados por fenómenos de vento extremo que ocorreram em algumas localidades, nomeadamente na Grande Lisboa.
Não há registo de pessoas desalojadas na sequência do mau tempo, informou Pedro Araújo, referindo que estas ocorrências estão relacionadas com o vento forte e com a chuva, “que ocorreu em particular da parte da manhã, sensivelmente pela hora de almoço”.
Para socorrer a estas 202 ocorrências, segundo dados da ANEPC, foram mobilizados 680 operacionais e 271 veículos.
Na terça-feira, a Protecção Civil pediu à população que adopte medidas preventivas face às previsões de chuva, vento e agitação marítima para os próximos dias.
Num aviso à população, a ANEPC advertiu que podem ocorrer inundações e deslizamentos de terras, com o agravamento do estado do tempo em Portugal continental, devido à passagem da depressão Cláudia.
Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão sob avisos meteorológicos desde terça-feira, por diferentes motivos – agitação marítima, vento ou precipitação -, em distintos períodos entre hoje e sexta-feira.
Portugal continental e a Madeira estão sob avisos meteorológicos até ao fim do dia de quinta-feira devido a chuva forte, vento com rajadas até 90 quilómetros por hora, e agitação marítima.
Arquivo
A Protecção Civil pediu esta terça-feira, 11 de Novembro, à população que adopte medidas preventivas, face às previsões de chuva, vento e agitação marítima para os próximos dias devido à passagem da depressão Cláudia.
Num aviso à população, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) advertiu que podem ocorrer inundações em zonas urbanas, cheias potenciadas pelo aumento do caudal dos cursos de água e deslizamentos de terras. Alertou também os condutores para o piso escorregadio devido à possível formação de lençóis de água e para a ocorrência de acidentes na orla costeira.
Face a estas possibilidades, a Protecção Civil apela à adopção de comportamentos preventivos, nomeadamente através da desobstrução dos sistemas de escoamento de águas, fixação de estruturas como andaimes ou placards e cuidado na circulação em zonas arborizadas ou junto da orla costeira. Pede ainda que não se pratiquem actividades relacionadas com o mar, como pesca ou desportos náuticos e que se adopte uma condução defensiva.
Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão sob avisos meteorológicos até ao fim do dia de quinta-feira, prevendo-se chuva forte, acompanhada de trovoada em todo o território, vento com rajadas até 90 quilómetros por hora, que nas terras altas podem chegar aos 110 quilómetros. Agitação marítima, com ondas de quatro a quatro metros e meio estão também entre as previsões do IPMA.
Os distritos de Viana do Castelo e Braga estão desde as 15:00 e até às 21:00 de sob aviso amarelo por causa da chuva e depois entre as 06:00 de quarta-feira e as 00:00 de sexta-feira, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso amarelo vai estende-se aos restantes distritos, também devido à chuva, entre as 06:00 de quarta-feira e as 00:00 de sexta-feira.
O IPMA emitiu igualmente aviso amarelo para os distritos do Porto, Guarda, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga na quinta-feira devido à previsão de vento forte com rajadas até 80 quilómetros por hora (km/h), em especial no litoral, sendo de 90 km/h nas serras.
A agitação marítima tem já a amarelo toda a costa continental e até às 15:00 de quarta-feira face à forte ondulação, prevendo-se ondas com 4 a 4,5 metros.
Faro, Setúbal, Lisboa e Beja voltam a estar sob aviso amarelo devido à agitação marítima entre as 03:00 de quinta-feira e as 00:00 de sexta-feira.
A depressão Claudia afecta também a Madeira.
A costa sul e as terras montanhosas da ilha da Madeira vão estar sob aviso laranja por causa da chuva por vezes forte, persistente e com possibilidade de trovoadas entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira, passando depois a amarelo até quinta-feira.
A costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo já estão a partir das 18:00 de hoje e até quinta-feira a amarelo por causa da chuva forte.
O arquipélago da Madeira vai estar também sob aviso amarelo devido ao vento forte com rajadas até 75 km/h, podendo atingir os 95 km/h nas regiões montanhosas entre quarta e sexta-feira.
O IPMA emitiu também aviso amarelo para a costa norte, Porto Santo e costa sul da Madeira por causa da agitação marítima na quinta e sexta-feira.
IPMA prevê ocorrência de períodos de chuva persistente e por vezes forte, em especial nos dias 12 e 13, acompanhada de trovoada.
JOSÉ COELHO/LUSA
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê dias de vento, chuva e agitação marítima até ao fim de semana devido à depressão Claudia, que se deverá começar a fazer sentir no Minho no final de terça-feira.
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o IPMA diz que a depressão vai estender-se depois às restantes regiões do continente.
Os efeitos da depressão, inicialmente com a aproximação do sistema frontal associado, vão fazer-se sentir em Portugal continental, “a partir do final de dia 11 no Minho, estendendo-se gradualmente às restantes regiões do continente ao longo do dia 12, e nos dias seguintes, através da passagem de sucessivas linhas de instabilidade, pelo menos até ao fim de semana”, avançou o IPMA.
“Assim, prevê-se ocorrência de períodos de chuva persistente e por vezes forte, em especial nos dias 12 e 13, acompanhada de trovoada. A partir da tarde de dia 13, a precipitação ocorrerá maioritariamente em regime de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada”, lê-se na nota.
Segundo o IPMA, “os maiores acumulados de precipitação deverão registar-se no litoral Norte e Centro e nas regiões montanhosas, podendo até domingo” superar “em alguns locais os 150 mm”.
O vento irá intensificar-se do quadrante sul, a partir de terça-feira, “com rajadas até 70 km/h no Minho, que se irão estender ao restante litoral oeste no dia 12, e até 80 km/h nas terras altas”.
“O pico de intensidade do vento prevê-se que seja atingido na quinta-feira”, com rajadas que “poderão atingir valores da ordem de 90 km/h no litoral e da ordem de 120 km/h nas terras altas”.
Adicionalmente, prevêem-se ondas de sudoeste com três a quatro metros, temporariamente com quatro a cinco metros na quinta-feira, “afectando partes da costa habitualmente mais abrigadas, como por exemplo a costa sul do Algarve ou da região da Arrábida”, no distrito de Setúbal.
O IPMA referiu que, devido a esta situação, serão emitidos “avisos meteorológicos ao longo da semana, nomeadamente de precipitação, trovoada, rajada e agitação marítima”, aconselhando-se para o acompanhamento das suas actualizações.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a depressão Claudia, com expressão em altitude, deverá inserir-se “numa vasta região depressionária complexa sobre o Atlântico Norte e que se prevê ficar quase estacionária até ao fim de semana”.
Segundo a meteorologista do IPMA Paula Leitão, deverá chover quase todos os dias da semana. Está prevista agitação marítima, o vento vai intensificar-se a partir de terça-feira, sendo de 80 quilómetros por hora nas terras altas, e as temperaturas não vão sofrer alterações significativas.
A semana começa com chuva, que pode ser persistente e forte em alguns locais e as temperaturas deverão manter-se sem grandes variações, disse à Lusa Paula Leitão, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
“Vai ser uma semana em que vamos ter alguma chuva persistente, mas [ainda] é uma situação que tem algum grau de incerteza muito grande em relação ao período em que vai haver mais chuva”, indicou
De acordo com Paula Leitão, estão em aproximação algumas superfícies frontais, que ao aproximarem-se da Península Ibérica podem ser bloqueadas pelo anticiclone que está sobre o continente.
“As superfícies frontais começam a dissipar e algumas conseguem passar para Portugal continental e outras sobre o mar e o momento em que vai haver mais precipitação ainda está dependente deste jogo de forças com o anticiclone e com a sua capacidade de bloquear estas superfícies frontais”, explicou.
Segundo a meteorologista do IPMA, deverá chover quase todos os dias da semana, mas com intensidade incerta.
“Hoje já choveu durante a noite e a tendência é haver ainda alguma chuva fraca ao longo do dia de hoje, mas mais no norte e centro. Amanhã [terça-feira] ao fim da tarde será mais persistente e por vezes forte na região do Minho, situação que levou à emissão de aviso amarelo”, disse.
De acordo com Paula Leitão, está prevista agitação marítima, o vento vai intensificar-se a partir de terça-feira, sendo de 80 quilómetros por hora nas terras altas, e as temperaturas não vão sofrer alterações significativas.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso amarelo para os distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga devido à agitação marítima.
O aviso amarelo para estes seis distritos vai estar em vigor entre as 04:40 desta segunda-feira e as 15:00 de quarta-feira.
O IPMA emitiu também aviso amarelo de chuva, por vezes forte e persistente, para o distrito do Porto (entre as 06:00 e as 17:00 de quarta-feira) e Viana do Castelo e Braga (entre as 18:00 de terça-feira e as 00:00 de quarta-feira e entre as 06:00 e as 17:00 de quarta-feira).
Também o arquipélago da Madeira vai estar sob aviso amarelo por causa da chuva, por vezes forte, com condições favoráveis à ocorrência de trovoadas, entre as 00:00 e as 12:00 de quarta-feira.
O IPMA colocou também o grupo ocidental dos Açores (Flores e Corvo) com aviso amarelo face ao vento esperado, entre as 12:00 e as 21:00 desta segunda-feira.
O IPMA emitiu também o aviso amarelo por precipitação, devido a “aguaceiros, por vezes fortes e ocasionalmente sob a forma de granizo”, para sete distritos.
Artur Machado / Global Imagens
Os dez distritos costeiros de Portugal continental estão esta quinta-feira, 6 de Novembro, sob aviso laranja devido à agitação marítima, alertou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os avisos para agitação marítima forte visam os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, sublinhou o IPMA, num comunicado.
O aviso vai vigorar até às 12:00 nos distritos do norte e centro (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa), com previsão de ondas de oeste/noroeste com cinco a seis metros de altura significativa, podendo atingir altura máxima de nove metros.
No caso dos distritos do sul (Setúbal, Beja e Faro), o aviso laranja para agitação marítima forte estará em vigor até às 09:00.
Em todos estes dez distritos, o aviso laranja será substituído pelo aviso amarelo, que permanecerá em vigor até às 21:00 de hoje, devido a ondas de oeste/noroeste com quatro a cinco metros de altura.
O IPMA emitiu também o aviso amarelo por precipitação, devido a “aguaceiros, por vezes fortes e ocasionalmente sob a forma de granizo”, para sete distritos: Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Vila Real e Viseu.
Estes avisos estarão em vigor até às 06:00.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
Portugal continental está a ser afectado por uma superfície frontal fria de actividade moderada a forte, provocando chuva, trovoadas e vento, segundo o IPMA. O vento prevê-se que sopre “forte com rajadas” até ao início da manhã de hoje.
Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 784 ocorrências entre as 00:00 e as 12:00.
Imagem de arquivo DR
Em 24 horas registaram-se em Portugal cerca de 47 mil descargas eléctricas, o que constitui, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, “um evento com um grau de excepcionalidade”.
A página do IPMA dava conta às 13:00 de um total de 47.676 descargas eléctricas atmosféricas (DEA) registadas nas últimas 24 horas pela sua rede de detectores no território continental e áreas oceânicas adjacentes.
“Pode-se dizer que este é um evento com um grau de excepcionalidade”, referiu Pedro Sousa meteorologista do IPMA, acrescentando tratar-se de “um valor que não é muito comum” para a zona.
“Não acontece certamente todos os anos haver um evento com esta magnitude e com esta frequência de descargas eléctricas”, adiantou.
O meteorologista indicou, no entanto, que o número de raios contabilizado também inclui descargas ocorridas em Espanha.
A contabilização é feita a partir da rede de detecção e localização de descargas eléctricas atmosféricas do IPMA em Portugal Continental, instalados em Viana do Castelo, Bragança, Castelo Branco, Santa Cruz e Olhão, adiantou à Lusa fonte do Instituto.