148: Depois das festas, as escolhas

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🇵🇹 OPINIÃO

Saímos das festas para o dever cívico de eleger um Presidente da República. Ora o nosso Presidente, isto é, o Chefe do Estado que a nossa Constituição desenhou, não sendo o tranquilo protagonista da inauguração de exposições florais, que o parlamentarismo puro propugna, nem o verdadeiro Chefe do Executivo que o presidencialismo determina, assume na realidade um papel interveniente na cena política, sem ter por isso poderes executivos, que não sejam o de Supremo Comandante das Forças Armadas, bem como a faculdade de demitir o Governo, de dissolver a Assembleia da República e de vetar ou enviar para o Tribunal Constitucional os projectos de lei do Governo.

Deste modo, inspirados nalgum pensamento constitucionalista francês, de Benjamin Constant a Maurice Duverger, adoptámos um semi-presidencialismo mitigado, que não deu ao nosso Presidente os poderes que ele detém em França, mas, ao tê-lo eleito pelo sufrágio universal e não pela Câmara dos Deputados, forçosamente lhe conferiu uma maior legitimação política, que o colocou entre o “poder moderador” de Constant e o ambíguo “poder de influência”, que detém fundamentalmente em função da sua eleição directa.

Cada um dos presidentes da nossa democracia interpretou à sua maneira o alcance e o conteúdo dos poderes presidenciais, já  sensivelmente recortados pela revisão constitucional de 1982.  Mas, se da prática dos nossos anteriores Chefes do Estado se podem extrair conclusões genéricas sobre o poder real da Presidência no nosso sistema político, resulta também das lições do passado a importância decisiva da própria personalidade de quem exerce tais funções, do seu reconhecimento popular, das suas capacidades de intervenção e de equilíbrio, de um seu poder de influência generalizado a todo o conjunto dos partidos democráticos.

Conhecermos assim o pensamento político próprio e a abertura ao diálogo democrático de todos e de cada um dos candidatos parece-me um direito inalienável de cada eleitor para formar a sua escolha. Não compreendo, assim, as advertências de quem vem recordar o que já sabemos (que o PR não tem poderes executivos, que cabem ao Governo), como se nos devesse ser indiferente a personalidade, a formação e as escolhas de quem elegemos para a função topo da pirâmide do nosso sistema político.

O famoso “presidencialismo de primeiro ministro”, que definiu o mandato de Salazar, não foi de modo algum o modelo que os nossos constituintes quiseram. O equilíbrio de uma função presidencial exercida com ideias fortes para o país e com vontade séria de diálogo com todas as forças democráticas tem sido essencial no percurso histórico da nossa democracia.

Acrescento um ponto: no presente momento histórico que a Europa e o Mundo atravessam, em que as grandes potências simplesmente puseram de lado o Direito Internacional, o Chefe do Estado, Comandante Supremo das Forças Armadas, assume um papel ainda mais importante e que exige maior prudência e ponderação. Termos em Belém alguém que revele esse sangue frio e essa prudência esclarecida parece-me essencial neste momento.

E é por esse conhecimento e por esse realismo que, por mim, escolho jogar pelo seguro.

Diplomata e escritor

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
07.01.2026

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147: Se o voto não é útil serve para quê?

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🇵🇹 OPINIÃO

Quando estamos perante umas eleições presidenciais com o maior número de candidatos de sempre, é inevitável que o debate sobre o voto útil ganhe centralidade. Foram apresentadas 14 candidaturas, das quais 11 foram admitidas e constarão do boletim de voto; sete contam com apoio formal de partidos políticos, incluindo os maiores partidos à esquerda e à direita do sistema.

Nunca houve tantas candidaturas presidenciais simultâneas, nem uma concorrência tão intensa pelo mesmo espaço eleitoral. Há quem entenda que o voto verdadeiramente útil é, desde logo, o voto no mal menor para travar um mal maior. Essa leitura existe e não é nova. Votar continua, ainda assim, a ser um ato político com consequências institucionais.

É uma das marcas centrais da democracia representativa e muito difícil de relativizar num tempo em que esse direito é, em vários contextos, posto em causa ou simplesmente desvalorizado. Também por isso, há quem veja na lógica do mal menor uma forma legítima de voto útil, racional e estratégico. Pode até, para muitos, ser mesmo um voto por convicção.

Por outro lado, não votar no mal menor na primeira volta não tem de ser confundido com um gesto irreflectido, emocional e irresponsável. A convicção implica também avaliar percursos, distinguir candidaturas com solidez institucional e assumir que cada eleitor vote em quem realmente se reveja e gostasse de ver em Belém.

A responsabilidade de um voto por convicção obriga também a afastar exercícios de encenação, discursos inconsequentes ou meramente performativos. Uma eleição presidencial não é um espaço de espectáculo. O voto tem peso e deve ser tratado como tal.

Nada disto elimina os riscos. Num quadro de dispersão, o voto por convicção na primeira volta pode reduzir probabilidades de afastar determinados campos políticos da fase decisiva. Reconhecer esse efeito faz parte da maturidade democrática: saber o que se afirma com o voto e aceitar as consequências dessa escolha.

Este dilema seria, no entanto, menos relevante se os candidatos apoiados pelo maior partido da esquerda e pelo maior partido da direita conseguissem mobilizar e agregar todo o respectivo eleitorado. Se muitos eleitores admitem hoje outras opções, isso resulta da perda de capacidade de representação e de confiança nesses candidatos. Nas presidenciais, vota-se numa pessoa, num perfil e num percurso – não numa sigla partidária.

Nesse sentido, ampliar as opções disponíveis não é, por si só, um problema democrático. Pode ser um sinal de vitalidade. Uma democracia empobrece quando obriga o eleitor a escolher sempre entre os mesmos pólos, mesmo quando estes deixaram de responder às suas expectativas. Na primeira volta, essa abertura pode ser não apenas legítima, mas politicamente relevante.

É neste quadro que os apelos ao voto útil devem ser lidos – e de forma desigual. À esquerda, a pressão é hoje maior, porque a fragmentação coloca um risco real de exclusão da segunda volta. António José Seguro defendeu que a dispersão de votos no seu espaço político pode inviabilizar a passagem de um candidato de centro-esquerda à segunda volta.

Os eleitores que se revêm em candidaturas como as de Jorge Pinto, António Filipe ou Catarina Martins enfrentam um dilema estratégico claro: sem uma concentração significativa dos votos num candidato, a possibilidade de esse campo político chegar à segunda volta torna-se reduzida. O apelo à concentração assume aí um carácter quase existencial.

À direita, o cenário é diferente. A existência de várias candidaturas com potencial competitivo – incluindo uma candidatura sem apoios partidários, como a de Henrique Gouveia e Melo, com capacidade de captar eleitorado de diferentes áreas políticas – reduz a pressão para uma concentração imediata do voto.

O primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu publicamente a concentração de votos em Luís Marques Mendes, apresentando essa escolha como forma de travar o avanço do populismo e garantir uma alternativa moderada forte. O debate desloca-se, assim, menos para a sobrevivência eleitoral e mais para a escolha de posicionamento e de perfil político.

Ainda assim, convém não confundir momentos. A primeira volta não é o espaço natural do “mal menor”. A sua função é permitir escolhas, clarificar preferências e definir limites. Se isso significar que um dos pólos não está representado, é essa a escolha dos portugueses. O povo é soberano.

O voto útil, nesta fase, pode ser entendido como voto consciente, não como voto condicionado pelo medo ou pela antecipação do desfecho final.

A divisão de águas surge depois. Na segunda volta, quando a escolha se reduz a duas opções, o voto muda inevitavelmente de natureza. Alguns votarão por convicção plena; outros votarão para impedir o que consideram inaceitável. Essa lógica faz parte do sistema. Mesmo assim, numa eleição presidencial, essa utilidade não é menor. É essencial.

Diário de Notícias
Valentina Marcelino
Directora Adjunta do Diário de Notícias
07.01.2026

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146: Vem aí chuva e neve. Depressão Goretti chega esta quinta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO // DEPRESSÃO GORETTI

O estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado na quinta e na sexta-feira pela depressão Goretti, prevendo-se chuva e queda de neve nos pontos mais altos, indicou esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Chuva (Associated Press)
© TVI Notícias

Em comunicado, o IPMA refere que a depressão Goretti tem “uma superfície frontal fria associada de actividade fraca a moderada, influenciando o estado do tempo no continente” na quinta e na sexta-feira.

Assim, para quinta-feira está prevista chuva, em geral fraca, principalmente no Norte e Centro, “que será temporariamente moderada no Minho e Douro Litoral a partir do final da tarde”.

Ainda na quinta-feira haverá também a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela a partir da tarde e o vento será fraco a moderado predominando de sudoeste, “soprando por vezes forte na faixa costeira a norte do Cabo Carvoeiro e nas terras altas a partir da tarde”.

Para sexta-feira, após a passagem da superfície frontal fria, estão previstos aguaceiros fracos, que serão de neve acima de 1.000/1.200 metros de altitude, acrescenta o IPMA.

Nesse dia, o vento será do “quadrante oeste, soprando por vezes forte nas terras altas, com rajadas até 75 quilómetros/hora”.

No litoral Norte e Centro, na sexta-feira e no sábado, prevêem-se ondas de noroeste com três a quatro metros, lê-se ainda na nota.

TVI Notícias
06.01.2026

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145: Adeus direito internacional, olá império da mafia

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🇵🇹 OPINIÃO

Não é que seja inédito ver um país forte a fazer o que quer dos mais fracos; não é que nunca tenhamos assistido a invasões, ocupações e “operações especiais” ilegais. A novidade é mesmo a assunção sem disfarce da extorsão mafiosa como princípio — e, ainda assim, tanta gente a fingir que não vê.

Para quem seja capaz desse distanciamento (muito aconselhável para não se enlouquecer), há grande capital de diversão nos últimos acontecimentos. Desde logo pelo espectáculo que é ver muitos dos que invectivaram o PCP pelo seu vergonhoso discurso sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, um discurso que se esforçava por justificá-la sem sequer a nomear, a adoptar agora o mesmíssimo tipo de retórica (e, ao contrário, assistir à delícia que é o rasgar de vestes de PCP e amigos, de repente tão indefectíveis da soberania dos países e do Direito Internacional, com a acção dos EUA na Venezuela).

Se no caso do PCP, na sua retórica sobre a invasão da Ucrânia, a palavra chave foi — e continua a ser — a “paz” (“Somos a favor da paz, nós só queremos a paz”), nos que procuram justificar a intervenção de Trump na Venezuela o mote é a democracia: “Somos a favor da democracia, nós só queremos a democracia”.

Só há um problema, o mesmo com o qual esbarrava a argumentação (se lhe podemos assim chamar) de PCP e apaniguados: a clareza da justificação apresentada por Trump e seus ministros para a acção na Venezuela, como antes fora clara a justificação de Putin para invadir a Ucrânia. Se, em suma, Putin afirma que a Ucrânia não existe, porque é e nunca foi outra coisa senão parte da Rússia (para além, claro, de certificar que o governo ucraniano é ilegítimo, criminoso e nazi), Trump diz que a Venezuela, ou seja, os seus recursos naturais, passa a ser propriedade dos EUA (melhor dizendo sua propriedade).

Recordemos que no sábado (16H40 na hora portuguesa) Trump assumiu perante os media, de viva voz, isso mesmo sem qualquer hesitação: que os EUA iam “controlar” o país e empresas americanas iam tomar conta das respectivas reservas de petróleo. Ou seja, anunciou um plano de extorsão.

E não só não usou, sequer uma vez, a palavra democracia como afastou a possibilidade de que a mulher apresentada como a líder da oposição venezuelana, recipiente do mais recente prémio Nobel da Paz pelos seus alegados esforços em prol da instauração de um regime democrático no país (Maria Corina Machado), possa ser a pessoa por si escolhida para assumir o poder. Disse aliás esperar que o restante governo venezuelano, ou seja o regime de Maduro, se mantenha, sem Maduro, em funções sob as suas ordens — sob pena de outro show de força.

A preocupação de Trump com a instauração de uma democracia na Venezuela é de resto tão intensa como a que demonstra com o processo democrático no seu próprio país: assumiu esta segunda-feira que, se não pediu a necessária autorização do Congresso para aquilo que só pode ser descrito como um ato de guerra e nem sequer teve o cuidado de o informar previamente, falou, antes e depois da intervenção, com as empresas petrolíferas americanas. Privilegiou o que sempre privilegia: os negócios.

De resto, logo no sábado, em conversa telefónica com a Fox News, anunciara já que tencionava fazer a mesma coisa noutros países:  “Fizemos uma coisa incrível ontem à noite, e podemos fazê-lo outra vez, vamos fazê-lo outra a vez. Ninguém nos pode impedir, ninguém tem a mesma capacidade.”

Difícil ver diferença em relação ao que na lei americana é referido como o crime de “racketeering”, ou “prática de negócio coerciva”, e que estamos habituados a ver nos filmes de mafiosos: uma organização criminosa oferece “protecção” a uma empresa ou negócio, desde que essa empresa ou negócio passem a funcionar como seus, entregando-lhe uma parte, quando não todo, o produto da laboração. Uma prática simbolizada na célebre frase “fiz-lhe uma oferta que ele não pôde recusar”, do filme O Padrinho, de Francis Ford Coppola.

Mas, bom, há quem persista no desígnio de apresentar tudo isto como tendo “intenções benignas”. É o caso do nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Falando no sábado horas após as primeiras declarações de Trump à imprensa, Rangel recusou condenar a acção dos EUA ou sequer qualificá-la como infringindo o Direito Internacional.

“Em termos de doutrina internacional, há muitos, diria que a maioria, que consideram uma operação feita nestes termos, independentemente das suas intenções, que são benignas, não conforme ao Direito Internacional”, disse o governante. “Mas também, atendendo à ilegitimidade de Maduro, e designadamente à ideia da criação de uma elite de Narco-Estado, há também quem entenda que possa haver algum grau de legitimação dessa intervenção.”

Numa obscena cambalhota retórica, Rangel quis inclusive colar quem defende o respeito pelo Direito Internacional à defesa de Maduro: “O que é que defendem as pessoas focadas nessa questão [da violação do Direito Internacional] é o que pergunto: quando se diz que é uma intervenção ilegítima, o que se quer dizer é que devíamos voltar à situação anterior? O que propõem como solução? É devolver Maduro ao governo da Venezuela?”

É algo fascinante ver um jurista reputado a desconsiderar a classificação de uma acção, que segundo noticiado matou dezenas de cidadãos venezuelanos, incluindo civis, como legal ou ilegal — e ainda mais quando se trata da mesma pessoa que como ministro dos Negócios Estrangeiros convocou há apenas quatro meses o embaixador russo para pedir explicações sobre a violação do espaço aéreo polaco por drones russos.

E mais fascinante ainda se torna quando umas horas depois das citadas declarações de Rangel ouvíamos Trump a concretizar o seu desejo de repetir a “coisa magnífica” perpetrada na madrugada de sábado dando o exemplo da Colômbia e — alô, Europa? Está aí alguém? — da Gronelândia como os fregueses que se seguem. Decerto sempre com as mais benignas das intenções, já que sobre isso não conseguimos ainda ouvir um pio de Rangel, do primeiro-ministro ou do Presidente da República  ou dos muitos que continuam obstinadamente a defender a acção dos EUA na Venezuela como “pela democracia” e como defesa legítima do país contra o narcotráfico e a criminalidade organizada e etc e tal.

Podem sempre dizer que não estão sós, pelo contrário: a esmagadora maioria dos líderes europeus, à excepção do governo espanhol (o único a condenar a intervenção dos EUA na Venezuela) e, pour cause, do governo dinamarquês (cujo embaixador nos Estados Unidos, compreensivelmente nervoso, foi para o Twitter lembrar que a Dinamarca faz parte da NATO e que sempre colaborou com os Estados Unidos em matérias de defesa), estão a fingir que não deram por nada. O primeiro-ministro britânico e vários outros membros do seu governo rivalizaram amplamente com Rangel nas figuras tristes nas TV, com jornalistas a qualificarem as respostas de “patéticas”, e Macron produziu um tuite lamentável em que só faltou bater palminhas e agradecer a Trump.

Sabemos que há muito a perder, sem dúvida, que no meio de tudo isto o destino da Ucrânia está cada vez mais periclitante e que é decerto também com os ucranianos em mente que os líderes europeus medem as palavras — ainda que caiba lembrar que no seu testemunho de 2019 ante o Congresso, Fiona Hill, ex-membro do gabinete de Trump, falou de uma proposta russa de “trocar” a Ucrânia pela Venezuela.

Sabemos que a Europa ainda não se capacitou de que tem de encontrar ganas para enfrentar um mundo no qual não conta com os EUA como aliado, pelo contrário, e para convencer os seus cidadãos de que é preciso lutar ou rendermo-nos. Mas quanto mais tarde levantarmos a cabeça mais hipótese há de que já não a tenhamos — costuma ser assim quando nos havemos com mafiosos.

Diário de Notícias
Fernanda Câncio
06.01.2026

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144: Ministra da Saúde admite a existência de uma situação “muito crítica” no tempo de espera das urgências

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🇵🇹 PORTUGAL // GOVERNO // SAÚDE // ESPERAS

Ana Paula Martins admitiu que Portugal está “ainda, no meio de uma epidemia de gripe”, num inverno mais severo do que o do ano passado e com vírus mais agressivos em circulação.

Ana Paula Martins, ministra da Saúde.
FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

A situação nos tempos de espera dos serviços de urgência é “muito crítica” e não deverá melhorar durante esta semana, nomeadamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse esta segunda-feira, 5 de Janeiro, a ministra da Saúde.

“Esta semana é uma situação que é muito critica, porque é o final das festas e das férias e das tolerâncias de ponto. Se, por um lado, vamos ter os nossos profissionais que estavam de férias a voltar, por outro lado também temos muito mais doentes, a verdade é esta, nomeadamente em algumas regiões do país, a entrar nas nossas urgências”, explicou Ana Paula Martins.

Em declarações à margem de uma visita ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, sede da Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego (ULSBM), a governante não espera que os tempos de espera nas urgências “possam melhorar significativamente”, durante esta semana, concretamente nos hospitais Amadora-Sintra, Beatriz Ângelo (Loures) e, em Lisboa “o próprio Santa Maria, que está também com muitas dificuldades”.

Ana Paula Martins vincou que Portugal está “ainda, no meio de uma epidemia de gripe”, num inverno mais severo do que o do ano passado e com vírus mais agressivos em circulação, embora ainda não haja dados concretos sobre se o pico da doença já foi atingido este ano.

“Os nossos virologistas dizem que, possivelmente, estamos mesmo a atingir o pico, mas só saberemos daqui a mais alguns dias, se começarmos a ver o número de infecções, através da rede Sentinela, a baixar”, explicou a ministra.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05.01.2026

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143: IPMA alarga aviso amarelo para frio a nove distritos e prolonga-o até quarta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Para se proteger dos efeitos negativos do frio na saúde, a DGS deixa várias recomendações à população.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alargou para nove os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido ao tempo frio, que foi prolongado até quarta-feira, devido à persistência de valores baixos da temperatura mínima.

Segundo informação actualizada do IPMA, vão estar sob aviso amarelo os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Portalegre entre as 00:00 de segunda-feira e as 09:00 de quarta-feira, bem como Évora, Beja e Faro entre as 00:00 de terça-feira e as 09:00 de quarta-feira.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) alerta, numa nota publicada no seu ‘site’, que “quando a temperatura desce o risco de doenças respiratórias, agravamento de condições crónicas e acidentes aumenta”.

Para se proteger dos efeitos negativos do frio na saúde, a DGS deixa várias recomendações à população, como evitar mudanças bruscas de temperatura, vestir roupa por camadas, proteger as extremidades com gorro, luvas e meias quentes e usar calçado antiderrapante para evitar quedas.

Manter a pele hidratada, sobretudo a cara, mãos e lábios, beber água e bebidas quentes e comer sopa são outras das indicações, para que a população se mantenha hidratada e quente.

Em casa, deve evitar-se estar mais de uma hora seguida sentado, para reduzir o risco de desenvolver problemas de saúde e ajudar a manter o corpo aquecido.

A DGS aconselha ainda a população a fazer “refeições mais frequentes, encurtando as horas entre elas”, e a aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes, como, por exemplo, frutos e hortícolas, pois contribuem para reduzir o aparecimento de infecções.

Por outro lado, deve evitar-se o consumo de alimentos fritos, com muita gordura ou açúcar.

A DGS pede ainda especial atenção aos mais vulneráveis: “crianças pequenas, pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores ao ar livre ou pessoas em situação de isolamento ou sem-abrigo”.

Aconselha igualmente a população a planear com antecedência e confirmar se tem medicamentos e alimentos suficientes, caso seja mais difícil sair de casa, e, para os que não podem sair de casa, recomenda que identifiquem outras pessoas que os consigam ajudar a ir buscar alimentos e medicamentos.

No exterior, por causa do frio, deve-se evitar esforços físicos.

O IPMA colocou também sob aviso amarelo a costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo entre as 12:00 de segunda-feira e as 06:00 de terça-feira, devido à agitação marítima, prevendo ondas de norte/nordeste entre quatro e 4,5 metros.

O arquipélago da Madeira está a ser afectado desde quarta-feira pela depressão Francis, caracterizada por chuva, agitação marítima e ventos fortes, o que tem motivado vários avisos amarelos e laranja, o segundo nível mais grave.

DN/Lusa

Diário de Notícias
04.01.2026

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142: Quatro distritos sob aviso amarelo de frio entre segunda e terça-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Termómetros deverão descer até aos -4 graus Celsius

Neve em Vila Pouca de Aguiar no distrito de Vila Real (imagem de arquivo)
FOTO: PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Quatro distritos do interior do país vão estar sob aviso meteorológico amarelo devido ao frio intenso entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça-feira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estarão abrangidos por este aviso entre as 00h00 de segunda-feira e as 09h00 de terça-feira, por causa da persistência de temperaturas mínimas muito baixas, que poderão atingir valores negativos. Em Bragança e na Guarda, os termómetros deverão descer até aos -4 graus Celsius, enquanto em Castelo Branco e Portalegre as mínimas previstas rondam 1 e 2 graus, respectivamente.

De acordo com as previsões do IPMA, Bragança deverá registar temperaturas entre os -4ºC e os 5ºC na segunda-feira. Na Guarda, a máxima não deverá ir além de 1ºC, com mínimas igualmente nos -4ºC. Em Castelo Branco, os valores deverão oscilar entre 1ºC e 8ºC, enquanto em Portalegre se esperam mínimas de 2ºC e máximas a rondar os 8ºC.

O aviso amarelo é o menos grave numa escala de três.

Além do frio, o IPMA mantém em vigor, até às 24h00 deste sábado, um aviso amarelo para o distrito de Faro, devido à previsão de precipitação. Já na Região Autónoma da Madeira, a costa norte da ilha da Madeira e a ilha do Porto Santo estão sob aviso amarelo para agitação marítima entre esta noite e as 03h00 de domingo.

com agências

Diário de Notícias
Rui Frias
03.01.2026

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141: Nove mortos e 215 detidos por excesso de álcool nas operações de ano novo da PSP e GNR

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🇵🇹 PORTUGAL // ACIDENTES RODOVIÁRIOS

As duas forças policiais registaram, entre sábado e terça-feira, 1.259 acidentes rodoviários, dos quais resultaram 27 feridos graves e 356 ligeiros.

FOTO: Gerardo Santos

Nove pessoas morreram nas estradas portuguesas e 215 foram detidas por excesso de álcool nos primeiros quatro dias da operação que a PSP e a GNR realizam durante o período de ano novo.

Em comunicados divulgados esta quarta-feira, 31 de Dezembro, as duas forças policiais registaram, entre sábado e terça-feira, 1.259 acidentes rodoviários, dos quais resultaram nove mortos, 27 feridos graves e 356 ligeiros na operação que se prolonga até 04 de Janeiro, domingo.

No caso da PSP, as vítimas mortais resultaram dos acidentes que ocorreram em Vila Nova de Gaia, Porto, e em Benfica, Lisboa.

Os acidentes com vítimas mortais registados pela GNR ocorreram na Autoestrada 1, em Alcanena (Santarém), na Estrada Nacional (EN) 9, em Torres Vedras (Lisboa), EN 15 na Lixa (Porto), na EN 111 em Montemor-o-Velho (Coimbra), na EN 230 em Águeda (Aveiro), na EN 255-1 em Sobral da Adiça (Beja) e na Praça da Independência, em Castelo de Paiva (Aveiro).

A Guarda Nacional Republicana indica que, entre sábado e terça-feira, foram fiscalizados 34.063 condutores, dos quais 205 conduziam com excesso de álcool e, destes, 134 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, além de terem sido também detidas 67 pessoas por condução sem habilitação legal.

A GNR refere ainda que registou 5.558 contra-ordenações rodoviárias, 994 das quais por excesso de velocidade, 143 por falta ou incorrecta utilização do cinto de segurança, 138 por uso do telemóvel durante a condução, 732 por falta de inspecção periódica obrigatória e 225 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Por sua vez, a Polícia de Segurança Pública fez, em quatro dias, 258 detenções, das quais 144 por crimes rodoviários, nomeadamente 81 por condução em estado de embriaguez e 52 por falta de habilitação legal para conduzir.

A PSP deteve também 15 pessoas por furtos e roubos e 28 suspeitos por tráfico de droga e apreendeu cinco armas de fogo, 14 armas brancas, 22 munições e 12.326 artigos de pirotecnia.

Nas estradas, a polícia fiscalizou 5.362 condutores e controladas 23.887 viaturas por radar, sendo detectadas 1.763 infracções, 253 das quais por excesso de velocidade e 166 por falta de inspecção periódica obrigatória

A PSP e a GNR tem a decorrer desde 18 de Dezembro e 04 de Janeiro operações focadas nos períodos de Natal e de Ano Novo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01.01.2026

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140: Efeitos da depressão ‘Francis’ começam a sentir-se no continente já a partir de quinta

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO FRANCIS

A chuva em território continental só se deverá fazer sentir a partir da tarde do primeiro dia do ano.

Leonardo Negrão

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera indicou que os efeitos da depressão ‘Francis’ deverão começar a sentir-se no continente a partir desta quinta-feira, 1 de Janeiro, da parte da manhã, não estando prevista chuva para o período nocturno desta quarta nem para a madrugada.

Em comunicado, o IPMA refere que a aproximação do sistema frontal associado à depressão ‘Francis’ deverá começar a produzir efeitos a partir da manhã de quinta com ocorrência de períodos de chuva, em geral fraca, no litoral oeste e a estender-se gradualmente ao interior.

“Durante a noite e madrugada de dia 31 para dia 1 não se prevê precipitação. Nos dias 2 e 3, a precipitação irá continuar, com mais frequência e intensidade nas regiões Centro e Sul, em especial no Algarve, onde poderá ser pontualmente acompanhada de trovoada”, acrescenta o IPMA.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera refere também que, a partir da tarde de quinta-feira, haverá um aumento da intensidade do vento devido à aproximação gradual da depressão ‘Francis’, estando previsto “rajadas da ordem dos 70 a 80 quilómetros/hora no litoral e dos 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões Centro e Sul”.

O IPMA prevê, a partir de sábado, um enfraquecimento gradual do vento, que pode soprar ainda por vezes forte nas terras altas e, até ao início da tarde, no Algarve.

Segundo o IPMA, os valores da temperatura mínima para esta noite e madrugada, noite da passagem de ano, vão variar entre 0 e -3°C no interior Norte e Centro e entre 0 e 6°C na generalidade do território, com excepção da faixa costeira das regiões Centro e Sul, onde se situarão entre 6 e 10°C.

O instituto indica ainda que, na sexta-feira, a temperatura deverá subir, em especial a mínima, que deverá voltar a descer no domingo, e que o estado do mar “irá sofrer gradualmente uma alteração” ao longo do primeiro dia do ano de 2026 “com ondas de sul/sudoeste, inicialmente com 1 a 1,5 metros, que irão aumentar gradualmente, atingindo três a quatro metros a sul do Cabo Raso”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
31.12.2025

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139: Água em Lisboa mais cara 17 cêntimos para a maioria dos clientes em 2026

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🇵🇹 PORTUGAL // ÁGUA // AUMENTO DE PREÇO

Segundo a EPAL, as tarifas foram actualizadas de acordo com previsão do índice harmonizado de preços no consumidor, publicado pela ERSAR, e foram aprovadas pela mesma Entidade para vigorar em 2026.

Foto: Unsplash

Os preços da água para os moradores de Lisboa vai aumentar em 17 cêntimos por mês para a grande maioria dos clientes domésticos da EPAL já a partir de 01 de Janeiro de 2026, anunciou hoje a empresa.

De acordo com a empresa responsável pelo abastecimento de água à cidade de Lisboa, “a actualização de preços para a grande maioria dos clientes domésticos da EPAL, cerca de 85% (consumo médio mensal de 7 m3 e um contador até 25mm), é de 17 cêntimos por mês”.

Segundo a EPAL, as tarifas foram actualizadas de acordo com previsão do índice harmonizado de preços no consumidor, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), e foram aprovadas pela mesma Entidade para vigorar em 2026.

A EPAL recorda ainda que tem disponível a Tarifa Social da Água destinada a clientes mais carenciados, que prevê descontos que podem ir até aos 93%, e uma Tarifa Familiar destinada a agregados familiares com cinco ou mais pessoas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30.12.2025

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