268: Cerca de 1.800 clientes da E-Redes ainda sem energia eléctrica às 17h00 deste Domingo

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🇵🇹 PORTUGAL // ENERGIA // E-REDES

A empresa do grupo EDP reafirma que continua “focada em restabelecer o fornecimento de energia eléctrica”.

Trabalhos de recuperação da rede eléctrica em Leiria
FOTO: PAULO CUNHA/LUSA

Cerca de 1.800 clientes da E-Redes das localidades afectadas pela depressão Kristin, que passou em 28 de Janeiro por Portugal Continental, continuavam às 17h00 deste domingo, 22 de Fevereiro, sem energia eléctrica, de acordo com aquela empresa.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a empresa do grupo EDP que opera as redes de distribuição de energia em Portugal continental, em regime de concessão, refere que continua “focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica”, à semelhança do que tem dito nas últimas semanas.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afectadas.

Num balanço anterior, às 07h00 de sexta-feira, eram 4.500 os clientes da E-Redes das localidades afectadas pela depressão Kristin que continuavam sem energia eléctrica.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22.02.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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267: Várias linhas ferroviárias ainda com constrangimentos na circulação

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🇵🇹 PORTUGAL // FERROVIA // CIRCULAÇÃO

Passou quase um mês da passagem pelo continente da tempestade Kristin.

Reinaldo Rodrigues

A circulação nas linhas ferroviárias da Beira Baixa, Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra continuam esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, com constrangimentos ou suspensas em alguns troços quase um mês depois da passagem pelo continente da tempestade Kristin.

Numa nota divulgada na rede social Facebook, a CP – Comboios de Portugal informa que, devido ao mau tempo das últimas semanas, continua ainda suspensa a circulação na Linha da Beira baixa, realizando-se apenas comboios Regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

A circulação ferroviária mantém-se também suspensa nas Linhas do Douro, entre Régua e Pocinho, e na do Oeste.

Os comboios Urbanos de Coimbra estão a circular no percurso Coimbra-B – Alfarelos – Coimbra-B.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin (a 28 de Janeiro), Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23.02.2026

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265: Vêm aí finalmente dias de sol e com temperaturas primaveris

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DIAS DE SOL

O tempo começa finalmente a dar sinais claros de mudança. Depois de um período mais frio, o próximo fim de semana traz estabilidade atmosférica, céu maioritariamente limpo e uma subida gradual das temperaturas máximas, criando um ambiente cada vez mais luminoso e com um toque já primaveril, segundo a previsão do IPMA.

Céu limpo
© AWAY magazine

Na sexta-feira, o céu deverá apresentar-se pouco nublado ou limpo em grande parte do território, embora no extremo Norte possam ocorrer períodos de maior nebulosidade até ao início da tarde. O vento será fraco, soprando por vezes moderado até 30 km/h, do quadrante norte na faixa costeira e de leste ou nordeste nas terras altas.

A madrugada continuará fria, com acentuado arrefecimento nocturno e pequena descida da temperatura mínima face ao dia anterior. Está prevista a formação de gelo ou geada nas regiões do interior, em especial no nordeste transmontano e na Beira Alta, assim como possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal nos vales do interior Norte e Centro. Em contraste com as manhãs frias, a temperatura máxima deverá registar uma subida, iniciando uma tendência que se irá consolidar ao longo do fim de semana.

Na Grande Lisboa, o cenário será de céu pouco nublado ou limpo, com vento em geral fraco do quadrante norte, soprando por vezes moderado junto ao Cabo Raso. Também aqui se prevê pequena descida da mínima e ligeira subida da máxima, mantendo-se o arrefecimento nocturno. No Grande Porto, o céu estará pouco nublado e o vento soprará fraco, podendo intensificar-se temporariamente durante a tarde, em especial junto à faixa costeira. As mínimas descem ligeiramente e as máximas sobem.

No sábado, mantém-se o tempo estável. O céu continuará pouco nublado ou limpo, embora possam surgir períodos de maior nebulosidade na região Norte, sobretudo por nuvens altas. O vento será fraco a moderado até 30 km/h do quadrante leste, soprando temporariamente de norte durante a tarde na faixa costeira ocidental.

Este vento de leste, mais seco e continental, contribui para uma atmosfera mais estável e favorece a subida das temperaturas máximas em várias regiões, reforçando a sensação de dias mais amenos. Apesar disso, as noites continuam frias, com novo acentuado arrefecimento nocturno, possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do interior e formação de geada nas regiões do interior Norte e Centro, em especial no nordeste transmontano e na Beira Alta. As temperaturas registam nova pequena subida, sobretudo nas máximas.

No domingo, o sol deverá dominar praticamente todo o território continental, com céu pouco nublado ou limpo. O vento mantém-se fraco a moderado do quadrante leste, voltando a soprar temporariamente de norte na faixa costeira ocidental durante a tarde.

A madrugada será ainda fria no interior, com possibilidade de geada em alguns locais do Norte e Centro e eventual formação de neblina ou nevoeiro matinal. No entanto, as temperaturas voltam a subir ligeiramente, prolongando a tendência de aquecimento iniciada na sexta-feira.

O resultado será um fim de semana marcado por manhãs frias, sobretudo no interior, mas tardes cada vez mais agradáveis, com céu limpo e temperaturas em recuperação progressiva. Um cenário que já deixa antever os primeiros sinais de primavera.

Away
Agência Lusa
19.02.2026

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264: Agitação marítima coloca seis distritos do litoral sob aviso amarelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // AGITAÇÃO MARÍTIMA

IPMA refere que estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

João Manuel Ribeiro/Global Imagens

Seis distritos do litoral norte e centro estão actualmente sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima, disse esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com uma nota, o IPMA refere que estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

Os seis distritos estarão sob aviso amarelo pelo menos até às 03:00 desta sexta-feira.

O aviso amarelo é o primeiro nível de alerta numa escala de três (amarelo, laranja, vermelho) emitida pelo IPMA e significa que existe uma situação de risco para actividades dependentes do tempo, sendo caracterizado por risco moderado.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20.02.2026

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263: Figura do Dia. A árvore que teve medo de ‘Kristin’

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🇵🇹 OPINIÃO

O senhor José morava ali desde que se lembra. Havia uma sombra que o confortava, uma amiga de sempre que o protegia a ele e à casa. Na sua juventude brincara nos seus troncos, nas suas angústias falara com ela sem necessidade de palavras, limitava-se a sentar-se à sua beira e a escutar a brisa que a árvore carregava.

Vivia no Luso, perto da mata do Buçaco, numa casinha de família que era tudo o que ambicionava para a sua solitária velhice. As memórias estavam ali, os abraços que dera, o cansaço da jorna, as mortes, a juventude. Envelhecera na companhia da casa – incrível como os lugares que habitamos nos acompanham -, e na presença do Castanheiro-da-Índia que já era adulto quando ele veio ao mundo.

O senhor José admirava profundamente aquela árvore por representar uma presença sem falhas ou maus humores. Admirava a sua grandeza, as folhas grandes, as flores que nasciam na primavera e as rugas do tronco.

Por vezes, em noites de frio e vento, a árvore assobiava como se tivesse medo. Na madrugada assombrada por Kristin, o castanheiro tornou a gemer. Um assobio mais fundo do que era hábito, um medo que era horror.

O senhor José sentiu a árvore entrar-lhe pela casa, furar-lhe as paredes do quarto, rebentar-lhe as janelas.

Conseguiu fugir e salvar-se. Já na rua viu a sua árvore galgar desesperada antes de cair num desamparo que meteu dó. Talvez pela cabeça do velho homem tenha passado a ideia de que a amiga desejava encontrar-se com ele, desafiá-lo para uma viagem eterna. Teve de ir sozinha.

Diário de Notícias
Luís Osório
19.02.2026

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262: Dois abalos de 4.1 com epicentro perto de Alenquer sentidos na zona da Grande Lisboa

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🇵🇹 PORTUGAL // SISMOLOGIA // ABALOS

Sismos sentidos às 12h14 e 12h16, em diferentes localidades dos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Leiria e Évora.


Dois tremores de terra foram sentidos esta quinta-feira, pelas 12h14 e 12h16, na zona da Grande Lisboa.

O primeiro sismo teve a magnitude de 4.1 (escala de Richter) e teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a Oeste-Noroeste de Alenquer, a 15 quilómetros de profundidade. Dois minutos depois houve uma réplica, com a mesma intensidade, a norte de Alenquer, a dois quilómetros de profundidade.

“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) na região de foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) no concelho de Loures (Lisboa)”, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Montemor-o-Novo (Évora), Peniche (Leiria), Alenquer, Lisboa, Sintra, Torres Vedras, Vila Franca de Xira (Lisboa), Benavente (Santarém), Almada e Barreiro (Setúbal)”, acrescenta o instituto.

 

Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excepcionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

Há cerca de um ano, um sismo de magnitude 4.7, foi sentido no início da tarde de 17 de Fevereiro também na zona da Grande Lisboa. O epicentro desse abalo foi registado no oceano Atlântico, a cerca de 14 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Seixal, e teve uma profundidade de sete quilómetros.

Meses antes, a 26 de Agosto de 2024, foi sentido em Portugal Continental um sismo com magnitude 5,3, com epicentro a cerca de 60 quilómetros a Oeste de Sines.

O que fazer em caso de sismo?

Ainda que os sismos não sejam possíveis de prever, há um conjunto de medidas que podem ser tomadas para tentar minimizar eventuais danos.

Se estiver em casa ou dentro de um edifício, não deverá desde logo utilizar elevadores. Se precisar de procurar abrigo, utilize um vão de uma porta, coloque-se debaixo de uma mesa ou uma cama. Procure também evitar a utilização de elevadores e, se estiver num andar alto, não se precipite para as escadas.

Além disso, as pessoas devem manter-se afastadas de janelas e espelhos e ter cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos. E, se estiver num local com grande concentração de pessoas, fique dentro do edifício até o sismo cessar, saia depois com calma e tenha atenção a objectos que possam cair.

Se estiver na rua, vá para um local aberto com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água. Não se deve vaguear pelas ruas, mantendo-se afastado dos edifícios, postes de electricidade e outros objectos, bem como o de varandas ou muros que possam desabar.

Se estiver a conduzir, pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e fique dentro do veículo.

E depois do abalo?

Mantenha a calma e conte com a ocorrência de réplicas. Não se precipite para as saídas e evite os elevadores. Utilize lanternas a pilhas e ligue o rádio, cumprindo recomendações que forem difundidas. Evite passar por locais onde possam existir fios eléctricos soltos.

em actualização

Diário de Notícias
David Pereira
19.02.2026

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261: Encontrados dois corpos no carro do casal de idosos de Montemor-o-Velho desaparecido há mais de uma semana

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🇵🇹 PORTUGAL // TEMPESTADES // NECROLOGIA

O tejadilho do carro foi avistado após a descida do caudal do rio Mondego. O casal, de 68 e 65 anos, residente em Verride, saiu de casa na terça-feira da semana passada e não regressou.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Foram esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, encontrados em Soure dois corpos dentro do carro do casal desaparecido há mais de uma semana no concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.

O tejadilho do carro foi avistado após a descida do caudal do rio Mondego, avança a SIC.

A GNR tinha estado no local esta terça-feira, mas o nível da água não permitia avistar o carro.

O casal, de 68 e 65 anos, residente em Verride, concelho de Montemor-o-Velho, saiu de casa na terça-feira da semana passada e não regressou, o que motivou o alerta de familiares pelas 19:45 de sexta-feira.

As buscas foram iniciadas ainda na sexta-feira e retomadas nos dias seguintes.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou no domingo.

Diário de Notícias
David Pereira
18.02.2026

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260: Vento forte coloca oito distritos de norte e centro sob aviso amarelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // AVISO AMARELO

IPMA refere que os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga deverão estar sob aviso amarelo pelo menos até às 18:00 desta quarta-feira.

FOTO: Leonardo Negrão

Oito distritos do norte e centro de Portugal vão estar esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, a partir das 09:00, sob aviso amarelo devido à previsão de ventos fortes, disse o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com uma nota, o IPMA refere que os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga deverão estar sob aviso amarelo pelo menos até às 18:00 desta quarta-feira.

Segundo a informação avançada estão previstas rajadas de vento de até 70 quilómetros por hora (km/h), podendo atingir até 95 km/h nas terras altas.

O aviso amarelo é o primeiro nível de alerta numa escala de três (amarelo, laranja, vermelho) emitida pelo IPMA e significa que existe uma situação de risco para actividades dependentes do tempo, sendo caracterizado por risco moderado.

No mesmo comunicado, o IPMA disse que, a partir das 18:00 desta quinta-feira e até às 12:00 de quinta-feira, seis distritos do litoral norte e centro estarão sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima.

Estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

A chuva vai manter-se em Portugal continental até quinta-feira, principalmente nas regiões do norte e centro, mas nada de muito gravoso, segundo a meteorologista Cristina Simões, adiantando que o próximo fim de semana já será de sol.

“Vamos continuar com precipitação nas regiões do norte e centro. Não é uma situação de nada muito gravoso, no entanto sempre com alguma precipitação. Vão passando algumas superfícies frontais a afectar principalmente o norte e centro. A região sul mais protegida pelo anticiclone, que já está mais perto do continente”, disse à Lusa Cristina Simões.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta quinta-feira “passa a superfície frontal de norte para sul, deve chegar ao Alentejo com períodos de chuva fraca, mas sempre no Minho e Douro litoral mais intensa. Ao ir para sul vai perdendo actividade, com chuva fraca”.

Segundo Cristina Simões, esta situação com ocorrência de chuva e aguaceiros vão manter-se até quinta-feira, que poderão ser de neve na Serra da Estrela.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

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DN/Lusa
18.02.2026

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259: Depressões cada vez mais severas. Portugal é um dos países mais expostos, aponta climatologista Carlos da Câmara

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÕES

As depressões não são novas, o problema está na “intensidade” que aumenta com as alterações climáticas, defende o climatologista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos da Câmara.

Em entrevista à Antena1, Carlos da Câmara alerta que Portugal e os países mais mediterrânicos estão mais expostos a estes fenómenos climáticos, que ganham cada vez mais severidade por influência na atmosfera dos gases com efeito de estufa.

As depressões não são novas, o problema está na “intensidade” que aumenta com as alterações climáticas, defende o climatologista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos da Câmara.
© Foto: Paulo Cunha – Lusa

Com os ciclos de seca e chuva mais rigorosos, o climatologista e docente universitário sublinha que é preciso uma postura de “formiga” em relação à água, armazenando-a quando chove – investindo em barragens e optimização dos recursos hídricos – para fazer face aos intensos períodos de seca.

RTP
15.02.2026
Luís Peixoto – Antena 1

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258: Figura do Dia. A simpatia tornou-se um ato de resistência

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🇵🇹 OPINIÃO

Ser simpático hoje é um ato de profundo radicalismo. Diria até ser quase transcendente quando alguém nos sorri, diz “bom-dia” ou nos ameaça com um abraço. A regra é, na maior parte das vezes, poupar nas palavras, nos sorrisos e nos elogios que, pelos vistos, estão fora de moda e podem ser mal interpretados.

A maioria de nós deseja não ser chateado, a mera ideia de um vizinho nos tocar à porta para pedir um raminho de salsa é motivo para tomar um ansiolítico ou fecharmo-nos por dentro, para que ninguém imagine que podemos estar em casa.

“Diria até ser quase transcendente quando alguém nos sorri, diz ‘bom-dia’ ou nos ameaça com um abraço.”
Daniel Rodrigues

De vez em quando ficamos de mão estendida ou com as palavras penduradas no ar e sem resposta. Já não me importo quando acontece, não fico a remoer, como há uns tempos, o que é grave e um fortíssimo sinal de desistência por antecipação. Não responderem quando cumprimentamos alguém passou a ser o novo normal. Como enviar um e-mail sem esperar qualquer resposta.

Para que viagem embarcou a delicadeza? Mais do que aquilo que fazemos com o nosso talento, mais do que o modo como realçamos a beleza do que escondemos ou o horror de que nos penitenciamos, mais do que a capacidade de ousar ou de sonhar, mais do que tudo isso, o que nos distingue verdadeiramente é o modo como gerimos a monotonia das nossas vidas… e a forma como tratamos os outros, os que passam por nós e nos sorriem.

Volto então ao início, a uma frase de David Byrne, vocalista, do Talking Heads, numa entrevista que tem poucos dias: a simpatia tornou-se um ato de resistência.

Diário de Notícias
Luís Osório
17.02.2026

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