257: Dias de nevoeiro

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🇵🇹 OPINIÃO

Há sempre qualquer coisa de sebastiânico nas aparições públicas de Pedro Passos Coelho, por quem uma parte da direita continua a suspirar como se o país dependesse do seu antigo timoneiro para se realizar de corpo inteiro enquanto ideia de nação. O fenómeno encontrará provavelmente mais explicações ao nível da psicanálise colectiva do que em quaisquer indicadores político-económicos que aqueles quatro anos de governação com a troika tenham produzido, mas é bem real.

E tão certo quanto a referência a D. Sebastião em dias de nevoeiro, num país carregado de saudosismos até à medula. Pelo que se pode apreciar, o papel agrada ao ex-primeiro-ministro, que cultiva essa aura no modo como gere as suas intervenções públicas. Raras e com estudado sentido de oportunidade, aguçando o apetite da audiência saudosa e aproveitando para reforçar esse estatuto de reserva moral a quem o país há de bater à porta um dia, quem sabe, esteja o Diabo à solta ou não.

Desta vez, o cenário foi a apresentação de um livro sobre lideranças intermédias na Administração Pública. Mas o cenário político era bem mais vasto: a intervenção coincidiu com a paisagem de um País submerso entre cheias e derrocadas, e com a polémica nomeação de um enfermeiro para coordenar a Estrutura de Missão para as Energias Renováveis (EMER 2030) a espreitar como exemplo oportuno para um diagnóstico sobre os vícios do Estado.

O discurso de Passos encaixou como uma luva. Denunciou a falha do Estado nas suas funções regulatórias como uma justificação para a falta de preparação face a eventos como os que assolaram o país nestas semanas; e carregou sobre concursos “viciados” e escolhas pouco transparentes que descredibilizam o Estado, com o caso da EMER a pairar sobre o actual Governo.

Obviamente, o diagnóstico de Passos Coelho foi certeiro. Ao apontar esses vícios estruturais na Administração Pública, reforçou a imagem de estadista distante das pequenas lutas do dia a dia, a “autoridade moral” que intervém apenas quando entende que o essencial do país está em causa.

Claro que essa consciência, hoje tão desperta, nem sempre esteve assim vigilante durante os seus anos de governação, que também eles tiveram as suas nomeações polémicas, como as 100 de última hora quando a Geringonça recebeu o aval para lhe suceder no Governo, mas sabemos como a memória (mesmo a colectiva) tende a ser selectiva.

Menos vocal, mas efectiva foi a ministra do Ambiente, Graça Carvalho, que assumiu publicamente não ter tido conhecimento da nomeação e a mandou anular, traçando uma linha de exigência e responsabilidade política que a reafirma como uma boa referência deste Executivo.

O controlo de danos, no entanto, só seria realmente efectivo se percebêssemos quem e o que falhou. Se este concurso foi, também ele, “viciado”, quem o viciou? E aí talvez a ministra tenha de avaliar se está devidamente acompanhada. Porque só um Estado competente, transparente e responsável pode resistir aos suspiros saudosistas de dias de nevoeiro.

Diário de Notícias
Rui Frias
Editor-Executivo Adjunto do Diário de Notícias
16.02.2026

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256: Navios, blindados e mísseis transparentes

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🇵🇹 OPINIÃO

Há dias ficámos a saber que Portugal foi um dos primeiros oito países a ver aprovado o seu plano de investimento no SAFE, o programa europeu através do qual vamos comprar 5,8 mil milhões de euros em material militar por meio de empréstimos em condições ditas “favoráveis”. Já lá iremos às condições “favoráveis”.

Primeiro vamos ao bom. De facto, Portugal está cada vez melhor a conseguir reunir tudo o que é preciso para convencer Bruxelas a enviar o cheque. Neste caso, uma primeira tranche de 876 milhões.

Portugal formalizou a sua candidatura ao programa em Novembro de 2025, e apresentou à Comissão projectos elegíveis em duas categorias: a primeira diz respeito a munições, mísseis, sistemas de artilharia, capacidades de combate terrestre, drones e ciberdefesa. A segunda abrange defesa anti-míssil e aérea, capacidades navais, activos espaciais e Inteligência Artificial.

A compra mais sonante ao abrigo deste programa, para já, são três fragatas aos italianos da Fincantieri (que ascendem a três mil milhões de euros). Já o contrato de reabilitação e modernização das quase 200 viaturas blindadas Pandur (um contrato estimado pelo Governo em 280 milhões de euros) está incluída na Lei da Programação Militar (LPM).

Ao aderir ao programa, em Novembro, o ministro da Defesa, Nuno Melo, disse que “não há mistério nenhum” quanto à “transparência” na aplicação dos recursos públicos. Na verdade, havia. Na verdade, ainda há.

Sabe-se desde o início que as regras deste programa (talvez por uma questão de rapidez) envolvem ajustes directos com os fornecedores, em vez de concursos públicos. É o regulamento. Mas isso não desobriga o Governo, nomeadamente o ministro da Defesa, de tornar público – que é como quem diz, informar os contribuintes que vão pagar tudo isto – quem são os membros do grupo de especialistas que o aconselhou a optar por esta ou aquela empresa, seja portuguesa, italiana, francesa ou outra.

Por outro lado, a maior parte da comunicação que se fez sobre o programa português no SAFE – que, recordo, ascende a 5,8 mil milhões – referia empréstimos “em condições favoráveis”.

Portanto, para que fique claro: não são fundos europeus, como estamos habituados nos Quadros Plurianuais, nem apoios ao abrigo do Programa de Recuperação e Resiliência (que envolve maioritariamente subvenções a fundo perdido).

Aqui, no SAFE, estamos a falar de empréstimos com prazos de até 45 anos (ou seja, pagando até 2071) e que, consoante a rapidez com que Portugal queria receber o dinheiro, podem custar no mínimo mais de 6 mil milhões de euros em juros.

Os cálculos do jornalista Luís Leitão, no Eco, mostram até que, no cenário mais plausível, os portugueses terão de pagar 12,1 mil milhões de euros até ao final da maturidade do crédito (em que mais de metade disto são juros). Ou seja, pagar 209 euros por cada 100 euros pedidos. É por isto, mas também porque quase todas as compras militares em Portugal foram polémicas, que os contribuintes têm o direito a saber mais e melhor sobre todo este processo.

Artigo alterado às 9h55 com a indicação de que o contrato de modernização das viaturas blindadas Pandur faz parte da Lei de Programação Militar e não do programa SAFE, como estava escrito originalmente.

Diário de Notícias
Nuno Vinha
Director-Adjunto do Diário de Notícias
16.02.2026

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255: Chuva vai continuar até quinta-feira, com menos frequência e intensidade

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // CHUVA

A chuva parece teimar em não querer deixar o território continental, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a apontar a continuação de chuva até quinta-feira. O vento vai estar fraco, apenas com mais intensidade nas regiões mais elevadas. Já o frio vai marcar presença também a partir de quinta, sobretudo nas regiões do norte e do centro.

A chuva parece teimar em não querer deixar o território continental, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a apontar a continuação de chuva até quinta-feira.
© Foto: Pedro A. Pina – RTP

Mas a partir de dia 20, “parece” que já não vai haver precipitação, explicou à Antena 1 a meteorologista Cristina Simões.

RTP
16.02.2026

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254: Doentes oncológicos denunciam falta de medicamentos no Hospital de Braga

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // MEDICAMENTOS

Administração do hospital garante que “nunca se verificou uma ruptura de fármacos” e que o que ocorreu foi apenas uma gestão mais rigorosa das quantidades dispensadas.

Em Portugal, há mais de 100 mil doentes com cancro em seguimento.

A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou para alegadas falhas no fornecimento de medicamentos a doentes oncológicos em tratamento no Hospital de Braga. Um acusação rejeitada pela administração hospitalar, que nega a existência de qualquer ruptura e garante que está apenas a fazer uma “gestão criteriosa” das quantidades entregues.

Em declarações à agência Lusa, José Lobato, coordenador da comissão, afirma que desde 12 de Fevereiro tem recebido queixas de vários doentes em quimioterapia que deixaram de receber a medicação diária necessária para dar continuidade ao tratamento.

Tenho relatos de utentes que fazem quimioterapia e que não lhes estão a ser fornecidos os medicamentos para a continuidade do tratamento. O hospital diz que está em reestruturação”, explicou. Segundo o responsável, alguns doentes têm sido encaminhados para farmácias comunitárias, onde acabam por pagar os medicamentos do próprio bolso.

Hospital nega ruptura de fármacos

Num esclarecimento enviado à Lusa, o hospital garante que “nunca se verificou uma ruptura de fármacos” e que o que ocorreu foi apenas uma gestão mais rigorosa das quantidades dispensadas, com o objectivo de salvaguardar a continuidade dos tratamentos.

A unidade admite, contudo, que esta opção possa ter implicado deslocações mais frequentes por parte dos doentes durante um período transitório. Ainda assim, assegura que “a segurança terapêutica nunca foi comprometida” e reafirma o compromisso de melhorar a eficácia do serviço.

Numa publicação na sua página oficial na rede social Facebook, a Comissão de Utentes manifesta “preocupação face à informação sobre eventual falta de medicamentos destinados a doentes oncológicos” e recorda que o acesso regular aos tratamentos é um direito dos utentes e uma obrigação do Serviço Nacional de Saúde.

A comissão exige um “esclarecimento público urgente” sobre quais os medicamentos em causa, os motivos para a situação, as medidas adoptadas e a data prevista para reposição da normalidade.

José Lobato adiantou ainda que está a preparar uma exposição formal para enviar ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, ao Ministério da Saúde e à Comissão de Saúde da Assembleia da República, bem como aos partidos com assento parlamentar.

Com Lusa

Diário de Notícias
Rui Frias
15.02.2026

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253: Mau tempo: Rio Tejo continua a baixar e começa a deixar à vista destruição

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🇵🇹 PORTUGAL // MAU TEMPO // RIO TEJO

O nível do rio Tejo continua a baixar, está praticamente dentro do leito e a descida da água está a deixar à vista a destruição causada pelas inundações, refere a Protecção Civil

Casa atingida na zona ribeirinha de Vila Nova da Rainha, na Azambuja, devido à subida do caudal do Rio Tejo.
FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Tejo manteve este domingo (15) a tendência de descida e as autoridades aguardam que, nas próximas horas, o nível regresse à normalidade em toda a sua extensão, permitindo a equipas de emergência, empresas, municípios e populações entrar nas áreas afectadas e iniciar a limpeza, adiantou o comandante sub-regional da Protecção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

“Desceu bastante, agora vai-se notando muita destruição, que é o normal nestas circunstâncias”, afirmou David Lobato, salientando que há restaurantes, parques infantis e outros equipamentos, que agora voltam a estar sem água e “têm um grau de destruição elevado”.

O comandante da Protecção Civil precisou que, “na parte norte, o rio já se encontra todo dentro do seu leito”, mas falta a parte sul do distrito, onde ainda não regressou totalmente ao seu curso normal.

A tendência para os próximos dias é de “normalização” do curso do rio, “primeiro, mais a norte” e, “para o final do mês, na Lezíria”.

“O rio está a descer bastante e amanhã [sábado] faremos uma reunião, de manhã, da comissão distrital [da Protecção Civil de Santarém] e iremos possivelmente baixar para o amarelo” o nível do alerta, que actualmente se encontra no vermelho, antecipou.

Com a descida do rio e do nível de alerta, na segunda-feira, as autoridades esperam “começar as operações de limpeza no Médio Tejo”, trabalho que só deverá começar a ser executado “mais para o final do mês, na Lezíria”, acrescentou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.

O Governo declarou situação de calamidade até hoje para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15.02.2026

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252: Seguro ganha nos três concelhos que repetiram as eleições

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🇵🇹 PORTUGAL // ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026

(CORRECÇÃO) Lisboa, 15 Fev 2026 (Lusa) – António José Seguro ganhou hoje a segunda volta das presidenciais em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, os três concelhos que adiaram as eleições uma semana devido ao mau tempo, segundo os resultados provisórios.

JOSE COELHO/EPA

Em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, Seguro recolheu 79,15%, Ventura 20,85% e a abstenção de 71,23% foi superior à média nacional (50%), segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.

Em Arruda dos Vinhos, distrito de Lisboa, o futuro presidente ganhou com 72,6% dos votos, contra 27,3% de Ventura, registando-se uma abstenção de 59,8%, também acima da média.

Já na Golegã, no distrito de Santarém, António José Seguro ganhou com 69,07% e André Ventura teve 30,93%. A abstenção cifrou-se em 66,78%.

António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República em 08 de Fevereiro com um número recorde de votos e mais de 66% dos votos e André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, conseguiu perto de 33%.

Em caso de adiamento, a lei determina que as eleições se realizem no domingo seguinte e foi isso que aconteceu hoje em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.

NS // MDR
Lusa
15.02.2026
Nuno Simas

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251: Diminuição da chuva desagrava situação, mas mantêm-se a vigilância dos caudais dos rios e a preocupação com deslizamentos de terras

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🇵🇹 PORTUGAL // CHUVA // CAUDAIS DOS RIOS

Cerca de 26 mil clientes continuam sem energia, segundo indicou a Protecção Civil.

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, inundado.
MIGUEL A. LOPES/LUSA

A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afectadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Protecção Civil.

O ponto de situação sobre a resposta ao quadro hidro-meteorológico no país até às 12:00 deste domingo, 15 de Fevereiro, apresentado por Mário Silvestre na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, aponta para “um desagravamento das situações” decorrente da situação meteorológica, caracterizada por “períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes no Minho e Douro Litoral”.

As autoridades mantêm, contudo, uma situação de vigilância nos rios Mondego, Tejo, Sorraia, Sado, Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana, estando o Plano Especial de Emergência para Cheias da Bacia do Tejo activado e a um nível vermelho.

Mário Silvestre alertou para os riscos do deslizamento de terras, que tem afastado bastantes populações, e que pode inclusive registar-se em terras que já tenham sofrido estes deslizamentos.

Reforçou, por isso, as recomendações das autoridades para que as pessoas se afastem das zonas de risco e que comuniquem fissuras que identifiquem no solo, bem como quedas de árvores ou deslizamentos.

Lembrando que ainda existem 123 planos municipais de emergência activos no país, Mário Silvestre explicou que no Rio Mondego os caudais estão a ser regulados para tentar garantir que não há mais nenhum comprometimento da população por causa da questão do rompimento do dique.

Na quarta-feira, a rotura de um dos diques do Rio Mondego junto a Coimbra provocou o colapso de um segmento da A1.

Em relação ao Rio Tejo, afirmou que “os caudais que estão a ser descarregados pelas barragens espanholas também diminuíram”.

Neste encontro com a comunicação social para um balanço a situação, Mário Silvestre apresentou os mais recentes dados oficiais que apontam para 18.947 ocorrências, entre 01 de Fevereiro e as 12:00 deste domingo.

Para responder a estas situações foram envolvidos 64.301 operacionais e empenhados 26.339 meios.

Mantêm-se sem energia 26.000 clientes, dos quais 16.000 nos distritos de Leiria e Santarém, segundo dados da E-Redes, citados por Mário Silvestre.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15.02.2026

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250: Situação poderá demorar três semanas a um mês para normalizar em Montemor-o-Velho

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🇵🇹 PORTUGAL // TEMPESTADES // NORMALIZAÇÃO

Autarca diz que o caudal do rio Mondego regista uma descida significativa, mas a localidade de Ereira, isolada há vários dias, vai continuar sem ligação terrestre nos próximos dias.

Autarca diz que o caudal do rio Mondego regista uma descida significativa, mas a localidade de Ereira, isolada há vários dias, vai continuar sem ligação terrestre nos próximos dias.

As águas estão a baixar consideravelmente no vale do Mondego, mas ainda vai demorar algumas semanas até a situação normalizar, disse este domingo, 15 de Fevereiro, à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo.

“As coisas estão a melhorar de dia para dia e de sábado para hoje o caudal baixou significativamente, estando com um volume de 850 metros cúbicos por segundo na Ponte Açude, em Coimbra, metade do que esteve”, salientou.

Na manhã de sábado, segundo o autarca, na Ponte Açude ainda passavam 1.600 metros cúbicos de água por segundo, que foi descendo ao longo do dia e na madrugada deste domingo atingiu os 850 metros cúbicos.

O autarca confirmou que o pior já passou e adiantou que, se não chover nos próximos tempos, a situação poderá demorar três semanas a um mês para normalizar.

“Tem muito a ver agora com as condições e o caudal do rio. Nas condições que estão hoje em 15 dias o caudal poderia estabilizar”, disse José Veríssimo.

A localidade de Ereira, isolada há vários dias, vai continuar sem ligação terrestre nos próximos dias, embora os níveis do rio nesta zona também estejam a baixar, apesar de demorar mais tempo devido à entrada de água da ribeira do Foja.

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho adiantou ainda que, devido ao abaixamento dos níveis de água, a Estrada Nacional 111 já reabriu na zona de Tentúgal e Meãs do campo.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.

O Governo declarou situação de calamidade até hoje para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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DN/Lusa
15.02.2026

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249: Proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior em Lisboa entra hoje em vigor

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🇵🇹 PORTUGAL // BEBIDAS ALCOÓLICAS

A medida abrange restaurantes, cafés, pastelarias, bares, discotecas, casas de fado, salas de espectáculos, teatros, cinemas, casinos, hotelaria, postos de combustível e lojas de conveniência.

A proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos na cidade de Lisboa, a partir das 23h00 de domingo a quinta-feira, entra este sábado, 14 de Fevereiro, em vigor, para combater ruído e salvaguardar direito ao descanso dos moradores.

O “regime de horário específico para venda de bebidas para consumo no exterior dos estabelecimentos” foi aprovado há um mês pela Câmara de Lisboa, com a indicação de que entraria em vigor 30 dias após a sua publicação em Boletim Municipal, o que aconteceu em 15 de Janeiro.

A nova medida determina a proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos comerciais, aplicável a todo o território da cidade, de domingo a quinta-feira, entre as 23h00 e as 08h00 do dia seguinte, e à sexta-feira, sábado e véspera de feriado, entre as 24h00 e as 08h00 do dia seguinte.

A medida aplica-se aos estabelecimentos previstos nos grupos I, II, III, IV, V e VI do Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços do Concelho de Lisboa, tais como restaurantes, cafés, casas de chá, pastelarias, bares, discotecas, casas de fado, salas de espectáculos, teatros, cinemas, casinos, hotelaria, postos de abastecimento de combustível e lojas de conveniência.

Uma das excepções à proibição é “o consumo no interior dos estabelecimentos e/ou nos lugares sentados das respectivas esplanadas, desde que devidamente licenciadas para o efeito e no estrito cumprimento do horário de funcionamento do estabelecimento”, bem como as vendas na modalidade de entrega ao domicílio. No período das Festas de Lisboa, que decorrem anualmente em Junho, a medida também não se aplica.

A violação das regras constitui contra-ordenação punível de 150 a 1.000 euros, para pessoas singulares, e de 350 a 3.000 euros, para pessoas colectivas, competindo à Polícia Municipal de Lisboa e às forças de segurança assegurar a fiscalização.

Até agora não existia qualquer proibição de venda de bebidas alcoólicas em Lisboa, medida que se enquadra no Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos.

Subscrita pelo vereador da Economia, Diogo Moura (CDS-PP), incorporando alterações da vereação do Chega, como a inclusão das lojas de conveniência, a proposta foi viabilizada com os votos a favor da liderança PSD/CDS-PP/IL, PS e Chega, a abstenção de PCP e Livre, e o voto contra do BE.

Segundo a Câmara de Lisboa, esta é uma medida de “natureza preventiva”, para vigorar até à alteração do Regulamento de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos, processo que se iniciou no anterior mandato 2021-2025, tendo a consulta pública terminado em Abril de 2024.

“No prazo de seis meses da entrada em vigor do regime de horários específico” para a venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos, ou seja, até Agosto, o Conselho de Acompanhamento da Vida Nocturna elaborará e entregará à câmara um relatório detalhado da execução da medida.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), a nova medida pretende garantir o direito dos lisboetas ao descanso, sobretudo nas áreas residenciais com maior concentração de actividades de animação nocturna.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14.02.2026

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248: Várias linhas ferroviárias com troços suspensos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // FERROVIAS

O sol brilha, finalmente. Após as intempéries das últimas semanas, a expectativa é que as ocorrências diminuam e que as zonas afectadas comecem, na medida do possível, a regressar à normalidade.

PAULO CUNHA/LUSA

Concelho de Figueiró dos Vinhos ainda muito limitado nas comunicações

O concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, continua com “limitações severas” ao nível das comunicações, que são asseguradas apenas em 30 a 40% do território através da rede móvel.

Neste município, bastante afectado pela depressão Kristin, existem ainda localidades sem energia eléctrica, embora em 96% do território a electricidade já tenha sido reposta.

“Os casos ainda não resolvidos, referem-se a zonas/locais pontuais dispersos onde a gravidade dos danos na rede de baixa tensão é extrema, exigindo intervenções técnicas complexas e, por isso, mais demoradas”, explicou a autarquia, nas redes sociais.

Num balanço sobre os enormes estragos provocada pela tempestade, ocorrida em 28 de Janeiro, até ao final desta sexta-feira a autarquia tinha reportados danos em cerca de 1.230 edificações, entre habitações, empresas e edifícios públicos.

Já esta manhã, a Câmara de Figueiró dos Vinhos anunciou a abertura da piscina municipal na segunda-feira, nos horários habituais.

No entanto, os balneários daquele equipamento vão continuar disponíveis para banhos quentes aos munícipes que, por de falta de energia eléctrica na habitação, necessitem deste apoio.

Lusa

Automotora assegura ligação a Valada até quarta-feira

A freguesia de Valada, no Cartaxo, continua isolada devido à subida das águas do Tejo. A Câmara Municipal decidiu manter o funcionamento da automotora que faz a ligação entre a Ponte do Reguengo e esta localidade, até quarta-feira. Este meio de transporte tem permitido nos últimos dias a ida de crianças à escola e de pessoas aos locais de trabalho fora da freguesia.

Níveis do rio Mondego em Montemor-o-Velho começam a baixar

Só para o final do dia se espera uma descida significativa do caudal do rio Mondego, mas já se nota uma descida dos nível das água, embora a situação ainda seja crítica nesta zona.

“Felizmente a situação hoje está melhor, mas ainda é complicada com muitos milhões de metros cúbicos de água no vale central”, disse o presidente da Câmara, José Veríssimo, à agência Lusa.

Segundo adiantou o autarca, os níveis de água baixaram cerca de 15 centímetros no leito do periférico direito, que é uma das situações que está a cortar ao trânsito a Estrada Nacional 111. No próximo vale central os níveis também “baixaram alguma coisa”, embora na localidade de Ereira, isolada há várias dias, tenha “subido alguma coisa”, bem como na margem esquerda, relacionado com as marés e a entrada do periférico direito no rio.

Várias localidades do concelho permanecem isoladas, procedendo-se ao transporte de bens e pessoas por barco.

Apoio de 10 mil euros para casas com 34 mil candidaturas no Centro, Lisboa e Vale do Tejo

O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afectadas revelou na sexta-feira que foram realizadas 34 mil candidaturas ao apoio de 10 mil euros para a reconstrução de casas no Centro, Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com Paulo Fernandes, nas duas principais comissões de coordenação e desenvolvimento regional – Centro e Lisboa e Vale do Tejo – deram entrada 9 mil candidaturas.

“Mais de 6 mil no caso na CCDR do Centro e cerca de 3 mil no caso da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. E temos mais de 25 mil pré-inscritas, ou seja, já estamos a falar de um universo de 34 mil candidaturas”, indicou.

O Conselho Inter-municipal da CIM Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Depois do período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes informou que foram também accionadas 66 mil apólices de seguros, das quais “cerca de 8 mil são de empresas” e as restantes de habitações de particulares.

DN/Lusa

A16 reaberta no sentido Sintra-Cascais

A Autoestrada 16 (A16) está reaberta, depois de ter estado cortada durante cerca de hora e meia na última noite no sentido Sintra-Cascais na zona de Alcabideche após a queda de um placard publicitário na via, confirmou à Lusa fonte da Protecção Civil.

O alerta para a ocorrência tinha sido dado dado pelas 21:40 de sexta-feira.

Pelas 23:15, o trânsito foi cortado para serem realizados os trabalhos de remoção do placard publicitário que caiu para a via e estiveram no local 12 operacionais, apoiados por cinco viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

DN/Lusa

Ponto da situação na ferrovia às 8h00

Segundo o balanço das Infra-estruturas de Portugal às 8h00, a circulação ferroviária regista alguns condicionamentos em linhas da rede nacional.

  • Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;
  • Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;
  • Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;
  • Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;
  • Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;
  • Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;
  • Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;
  • Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca
14.02.2026

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