Foi ontem tornada pública pelo Departamento de Guerra dos EUA a versão desclassificada da NDS (National Defense Strategy – Estratégia de Defesa Nacional).
O ponto fundamental da NDS não é técnico; é existencial. Ao ressuscitar a designação de Departamento da Guerra, Washington não está apenas a trocar o papel timbrado.
Está a declarar a obsolescência da ordem liberal internacional que os próprios Estados Unidos patrocinaram em 1945. A mensagem a Bruxelas e Berlim é brutal: o guarda‑chuva americano passou a ter balcão de facturação e as cláusulas de exclusão são leoninas.
Quem não se aproximar dos 5% do PIB em despesas militares, ou quem hesitar na contenção tecnológica a Pequim, arrisca‑se a ficar exposto às intempéries da história.
A segurança deixa de ser um valor partilhado e converte‑se numa mercadoria de luxo, graduada pela utilidade estratégica e disciplina orçamental de cada aliado.
A NDS 2026 é o braço armado e a operacionalização da NSS (National Security Strategy – Estratégia de Segurança Nacional). O que testemunhamos é a fusão entre o instinto político de Donald Trump e o pensamento de uma nova elite de falcões estratégicos.
Se a NSS fixou a visão de uma América centrada na soberania económica e num intervencionismo de custo‑benefício, esta NDS fornece os dentes a essa narrativa. Não é apenas dar corpo doutrinal a impulsos presidenciais; é um processo de retro-alimentação.
Enquanto o Presidente quebra tabus diplomáticos com realismo transaccional, os planeadores do Departamento da Guerra codificam esses sobressaltos em directrizes de longo prazo, transformando a intuição numa máquina burocrática difícil de inverter.
Ainda assim, importa notar que esta convergência não elimina tensões: correntes do establishment veem esta doutrina com inquietação, mas perdem terreno na definição do horizonte estratégico.
A prioridade absoluta à defesa do território e o projecto da Golden Dome revelam uma América em modo de cidadela. O objectivo já não é projectar estabilidade no Médio Oriente ou na Europa de Leste, mas blindar fronteiras, espaço aéreo e infra-estruturas do próprio continente.
Esta viragem tem consequências: se os EUA olham obsessivamente para dentro, o vácuo no corredor atlântico torna‑se um risco real para a segurança marítima e rotas de reforço. A doutrina passa a tratar aliados como activos num balanço contabilístico, avaliados, classificados e, se necessário, depreciados.
A articulação entre NSS e NDS consolida o Corolário Trump: uma reedição musculada da Doutrina Monroe, adaptada por estrategas que traduzem geopolítica na linguagem que o Presidente privilegia: deal making e controlo de activos físicos.
Ao listar a Gronelândia e o Canal do Panamá como activos críticos, Washington sinaliza tolerância nula para influência externa no seu perímetro. A Europa deixa de ser um teatro prioritário e passa a ser um factor de risco a gerir com o mínimo custo.
Neste contexto compreende-se o tom crítico de Zelensky em Davos. A Ucrânia percebeu que deixou de ser o baluarte da liberdade para ser o primeiro activo a liquidar no mercado de balcão do novo Conselho de Paz.
Os sinais acumulam‑se: fadiga de apoio e ausência de compromissos de longo prazo. Este Conselho não é um fórum de concórdia, mas o braço estratégico da contenção da China e da Rússia, reduzida a uma certa insignificância. A sua função é encerrar a frente europeia a qualquer preço, libertando o Departamento da Guerra para concentrar a sua letalidade no Pacífico.
A geopolítica da dissimulação começa a ser exposta. A paz em Abu Dhabi não é um fim, mas um inventário para a guerra que se prepara noutras paragens.
O relógio de Washington já corre noutra escala. E, nesta nova era, a hesitação é lida como irrelevância por parte daqueles que esta arquitectura procura disciplinar e não apenas proteger, muito para lá do ciclo político do homem que a inspirou.
Diário de Notícias
Jorge Silva Carvalho
Analista de Estratégia, Segurança e Defesa
24.01.2026
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Segundo o IPMA, na próxima semana, os episódios de precipitação forte, por vezes em forma de neve, serão acompanhados de vento e rajadas fortes do quadrante oeste.
Foto: Leonardo Negrão
A próxima semana, no território do Continente, será caracterizada por “episódios frequentes de precipitação persistente, por vezes forte”, alerta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com este organismo, a situação meteorológica da próxima semana caracteriza-se pelo estabelecimento de uma corrente perturbada de oeste no Atlântico Norte, aproximadamente, à latitude dos Açores, situação que favorece a passagem de sistemas frontais activos pelo território do Continente.
Segundo o IPMA, os episódios de precipitação forte, por vezes em forma de neve, serão acompanhados de vento e rajadas fortes do quadrante oeste.
Prevê-se ainda que a queda de neve mais significativa ocorrerá de 27 para 28, ou seja, de terça para quarta-feira, e de 31 de Janeiro para 1 de Fevereiro, de sábado para domingo, sendo mais provável nas terras altas do Norte e Centro.
Esta situação meteorológica origina agitação marítima forte.
Tendo em conta estas previsões, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases de aviso laranja nos próximos dias devido a agitação marítima ou precipitação, anunciou este domingo, 25 de Janeiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso laranja abrangerá agitação marítima em nove destes distritos – a excepção é Vila Real, cujo alerta laranja, respeitante à precipitação, estará em vigor entre as 12:00 de segunda-feira e as 03:00 de terça-feira.
Para este domingo, o IPMA deixou ainda o aviso laranja por agitação marítima para os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga, alertando para ondas de noroeste com cinco a sete metros e podendo atingir 12 metros de altura máxima.
Este domingo estão também em vigor alertas amarelos por precipitação para Évora, Santarém, Lisboa, Leiria, Coimbra, Portalegre.
O IPMA também emitiu vários avisos de neve nos distritos da Guarda e Castelo Branca, advertindo para possível perturbação causada por queda de neve com acumulação e possível formação de gelo, bem como para chuva e vento.
Para segunda-feira, o IPMA lançou o aviso laranja para precipitação em Braga, Viana do Castelo e Vila Real, estando quase todo o território em aviso amarelo devido à chuva e ao vento nos próximos dias.
O aviso laranja para agitação marítima vai repetir-se na terça-feira para os distritos de Setúbal, Porto, Faro, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga.
O aviso laranja é o segundo mais grave e é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // COMBOIO DE TEMPESTADES
A chuva vai continuar a cair em força em Portugal continental até 31 de Janeiro, devido a um “comboio de tempestades” que vai atingir a costa portuguesa ao longo dos próximos dias. Em certas regiões, a precipitação pode chegar aos 300 milímetros.
Esta sucessão de tempestades justifica-se pela passagem da jetstream, um tipo de corrente de ar polar que circula a alta velocidade e traz consigo massas de ar frio, pelo nosso país. Por norma, nesta altura do ano, ela passa mais a norte na Europa, mas a presença de anticiclones entre a Gronelândia e a Escandinávia obriga-a a mover-se mais a sul que o habitual, atingindo então o nosso território.
É por isso que, depois da Ingrid, vem ainda mais mau tempo, já que, segundo o meteorologista Alfredo Graça, a corrente vai trazer consigo um “rio de humidade” proveniente das Caraíbas e que “atingirá a nossa geografia em cheio nos próximos dias.”
🌴💦 Entre segunda e sexta-feira um rio atmosférico “transatlântico” atingirá Portugal em cheio, intensificando a chuva.
Até domingo, o estado do tempo vai melhorar ligeiramente, com chuva ligeira nas suas primeiras horas e um período de acalmia até ao final deste dia. No entanto, será ainda este fim de semana em que este “rio” chegará ao centro-sul do país, alastrando-se pelo restante território na segunda-feira.
“Isto reforçará as sucessivas frentes que chegarão ao longo da próxima semana, especialmente nas zonas orograficamente mais expostas a Oeste e Sudoeste, onde os registos de chuva serão bastante consideráveis”, alerta o meteorologista. Ou seja, traz consigo o tal “comboio de tempestades”.
“Comboio de tempestades” continua a chegar até ao fim do mês
Segundo o modelo europeu de previsão, só a Madeira será relativamente poupada, ainda que também enfrente chuva. Já em Portugal continental e nos Açores “prevê-se chuva generalizada”, sendo que, até sexta-feira, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu e Coimbra — além da Serra da Estrela — podem contar com registos de precipitação “superiores a 200 ou 250 mm”. No entanto, há zonas no Minho, no Douro Litoral e no distrito de Aveiro, como a Serra da Freita, onde tais valores podem subir até aos 300 mm. No resto do país, prevê-se 100 mm de chuva ou menos.
O IPMA também já revelou a sua previsão para esta semana, falando em precipitação “muito superior ao normal” no Continente até ao primeiro dia de Fevereiro. “Os valores mais elevados de precipitação acumulada na semana, deverão ser da ordem de 200 mm nas regiões montanhosas do Norte e Centro, valores estes que, em muitos locais, serão superiores ao valor médio do mês de Janeiro”, lê-se na publicação.
Como tal, Alfredo Graça alerta que “a precipitação abundante e excessiva resultará num risco elevado de transbordamento de rios, cheias rápidas nas margens e zonas adjacentes ou historicamente vulneráveis”, além de que “o mar agitado poderá provocar galgamentos costeiros, contribuindo para inundações em zonas ribeirinhas”.
Um homem morreu quando tentou atravessar de carro uma linha de água em Pero Moniz, concelho do Cadaval. Deslizamento de talude encerra três estações do Metrobus na Lousã.
Zona em torno do Castelo de Almourol alagada nas cheias de 2013. Foto: José Neves
Plano Especial de Emergência para Cheias activado. Veja as estradas inundadas na zona da Bacia do Tejo
O Comando Regional de Emergência e Protecção Civil de Lisboa e Vale do Tejo informou que existem várias estradas inundadas e activou no nível amarelo o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.
“Mantendo-se a situação actual, e de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias”, refere uma nota enviada à agência Lusa.
Assim, a “Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém decidiu elevar o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo a partir das 13:00 de hoje para o seu nível amarelo”.
De acordo com a nota, às 13:00, verificavam-se no Município de Coruche situações de submersão no desvio à Ponte da Escusa (Couço-Coruche), na ligação Estrada Nacional (EN) 114 e a EN251 (estrada das Meias) e na ligação EN114-3 e a EN119 (estrada da Amieira).
Há ainda registo de submersão da EN114-2, entre Setil e a Ponte do Reguengo (submersa), no Município do Cartaxo, e a submersão da Ponte de Alcaides, Ponte da Panela (cortada para manutenção), da Ponte do Alviela – EN 365 – Pombalinho/Vale de Figueira (interdita) e de Vale de Figueira-estrada do Campo em Vale Figueira (EM 1348), no concelho de Santarém.
De referir ainda os condicionalismos na Golegã, na CM 1-estrada dos Lázaros, Ponte do Alviela-EN365-Pombalinho/Vale de Figueira (Interdita) e estrada das Braquenizes, que liga a reserva natural do Boquilobo aos Riachos.
Está também interdita a ligação CM Lobo Morto-Pé da Serra, e há registo de submersão na Quinta do Seabra-Vila da Marmeleira e na CM São João da Ribeira e Laroujo, assim como condicionalismos em CM Valebom–Marmeleira, no concelho de Rio Maior.
A circulação rodoviária faz-se de forma alternada na EN368 Alpiarça–Tapada.
O comunicado refere que o Cais do Almourol está submerso (Vila Nova da Barquinha) e a Estação de Canoagem de Alvega (Abrantes) está parcialmente inundada.
Estão ainda afectadas as vias de comunicação na localidade de Carvalhos/Manique do Intendente/Azambuja (Azambuja), a estrada municipal 570 (Torres Novas) e a EN358-2 (Constância), que se encontra interdita devido a movimento de massas.
Também em Constância regista-se a submersão do parque de estacionamento.
De acordo com a nota enviada pelo Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo, a situação meteorológica actual e a prevista pode originar a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas pela acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento, assim como a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de cursos de água e ribeiras.
A protecção civil alerta também para a instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal e para o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas.
Há ainda que ter em atenção o piso rodoviário escorregadio e a formação de lençóis de água e a interdição de algumas vias rodoviárias por submersão.
“É expectável nas próximas horas, a manutenção dos caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo”, adverte, aconselhando a que se retirem das zonas normalmente inundáveis equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens e se salvaguardem os animais em locais seguros, retirando os rebanhos.
“Não atravesse com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas”, aconselha ainda a protecção civil.
Deslizamento de talude encerra três estações do Metrobus na Lousã
A Metro Mondego informa que a operação do Metrobus em três estações na Lousã será suspensa temporariamente, devido ao deslizamento de um talude, de forma a garantir a segurança dos seus utilizadores.
Numa nota de imprensa, a Metro Mondego explica que a decisão de suspensão temporária afecta três estações do canal, nomeadamente Casal de Espírito Santo, Casal de Santo António e Serpins, numa extensão de seis quilómetros, na Lousã, distrito de Coimbra.
“Trata-se de uma medida de carácter preventivo, destinada a proteger passageiros, trabalhadores e utilizadores do sistema. Observou-se, com especial incidência entre o dia de ontem e hoje de manhã, o deslizamento de um talude situado entre as estações de Casal de Espírito Santo e Serpins”, refere o comunicado.
A decisão resulta de ter sido verificado que as actuais condições “não garantem os níveis de segurança adequados à operação, na sequência das condições meteorológicas que se têm verificado, caracterizadas por um regime de precipitação elevado e pela consequente saturação hídrica dos solos”.
Apesar do deslizamento não ter atingido o pavimento do canal, a empresa explicou que o corpo técnico e as entidades envolvidas no projecto optaram por adoptar “esta medida preventiva, por motivos de segurança, condição imprescindível à prestação do serviço”.
A empresa está a proceder aos esforços necessários à intervenção no talude, “para que a situação possa regressar à normalidade o mais rapidamente possível”.
“Durante este período, as ligações entre Lousã-Estação e Serpins (em ambos os sentidos) serão efectuadas por um serviço de transporte alternativo, assegurado pela Metro Mondego, garantindo-se as mesmas frequências de viagens”, acrescenta a nota da Metro Mondego.
Lusa
Avisos vermelhos em 10 distritos por causa da agitação marítima
Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo estão, até às 00:00 de domingo, sob aviso vermelho por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o aviso vermelho (o mais grave) deve-se à possibilidade de ondas com sete a nove metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima, com período de pico de 15/17 segundos.
Estes distritos entram em aviso laranja (o segundo mais grave) às 00:00 de domingo até às 00:00 de segunda-feira por previsão de ondas de cinco a sete metros, podendo atingir 12 metros de altura máxima, com período de pico de 14/15 segundos.
O IPMA emitiu avisos amarelos para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga.
Carro arrastado pala água no Cadaval. Uma pessoa morreu
Uma pessoa morreu na madrugada deste sábado, 24 de Janeiro, após a sua viatura ter sido arrastada pela água, em Pero Moniz, concelho do Cadaval.
O veículo terá “tentado atravessar uma linha de água, num caminho de fazenda”, segundo informou à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, David Santos.
A vítima é um homem de 31 anos.
Registaram-se ainda dois feridos ligeiros.
As imagens do nevão que caiu
Na sexta-feira caiu um nevão como há muito não acontecia, registando-se inclusivamente queda de neve em locais pouco prováveis, como Estremoz, Borga e Serra de Montejunto.
Eis algumas imagens registadas na aldeia do Castelo, em Vila Pouca de Aguiar.
De acordo com o site do IPA há ainda vários distritos em alerta amarelo por causa da neve: Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Reabertas estradas nacionais 315 e 316 em Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros
A Estrada Nacional (EN) 315 em Alfândega da Fé e a 316 em Macedo de Cavaleiros, que estavam cortadas ao trânsito desde a manhã de sexta-feira, devido à neve, já estão transitáveis.
Toda a costa em alerta vermelho
Os distritos de Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão sábado sob aviso vermelho devido à agitação marítima.
O nível mais grave do IPMA estará em vigor entre as 03:00 e as 19:00 de sábado, devido à previsão de “ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima”, em toda a costa ocidental.
Face a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução.
À população em geral, desaconselham a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de actividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.
14 pessoas retiradas de casa em Peniche
Na sexta-feira à noite 14 pessoas foram deslocadas para um pavilhão municipal no concelho de Peniche, após habitações terem ficado sem condições de habitabilidade devido a inundações.
Em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, uma mulher ficou ferida devido a uma queda numa ribeira, acrescentou.
A ANEPC registou ainda duas pessoas deslocadas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas pessoas deslocadas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três pessoas deslocadas em Cascais (distrito de Lisboa), além de 722 ocorrências entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de sexta-feira.
As temperaturas baixas desta noite fazem com que caia neve em locais pouco habituais, como no Alentejo.
A Serra do Marvão e em Campo Maior, distrito de Portalegre, bem como em Estremoz e em Borba (Évora) já caía neve no início da madrugada deste sábado, contando-se que nas terras altas da região Sul continuasse a cair neve ou granizo.
Menos de 2.000 clientes sem energia em Portugal continental pelas 20:00
Menos de 2.000 clientes da E-Redes estavam às 20:00 de hoje sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental, devido ao mau tempo pela passagem da depressão Ingrid, adiantou a empresa, destacando que a situação está “a normalizar”.
No balanço anterior, com dados até às 18:30, a E-Redes tinha divulgado que cerca de 3.800 clientes estavam sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro.
A empresa garantiu, no mais recente balanço, que “a situação da rede eléctrica [está] a normalizar”.
“Dadas as condições climatéricas condicionadas pela tempestade Ingrid, a E-Redes mantém-se em alerta e com as equipas mobilizadas, em articulação com a protecção civil, para eventuais intervenções que sejam necessárias”, destacou ainda.
De acordo com a empresa de distribuição de energia eléctrica, durante a madrugada de hoje foram afectados “cerca de 20 mil clientes”, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
“A rede eléctrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afectaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto”, indicava pelas 12:00 fonte da empresa.
Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes activou preventivamente o Plano de Actuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a “adequada capacidade de resposta”.
Lusa
Metro de Lisboa abre três estações a sem-abrigo no período nocturno
O Metropolitano de Lisboa vai manter abertas entre hoje e a madrugada de terça-feira, no período nocturno, as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio, para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam ali pernoitar, devido ao frio.
Numa nota enviada à agência Lusa, fonte da empresa referiu que a medida foi tomada “em estreita articulação com a Câmara Municipal de Lisboa”.
A data de término desta medida poderá ser ajustada em função da avaliação contínua das condições meteorológicas, acrescentou.
As estações abertas entre hoje e a madrugada de terça-feira, de 26 para 27 de Janeiro, são as do Oriente (linha Vermelha), Rossio (linha Verde) e Santa Apolónia (linha Azul).
A iniciativa insere-se no âmbito do Plano de Contingência para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo e visa “assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que actualmente se fazem sentir na cidade de Lisboa”, destacou ainda o Metropolitano de Lisboa.
No distrito de Vila Real, IP4 mantém-se cortado no Marão e A24, A7 e A4 com constrangimentos
No distrito de Vila Real, o Itinerário Principal 4 (IP4) mantinha-se pelas 19:00 cortado na zona da serra do Marão e as autoestradas A24, A7 e A4 estavam com constrangimentos devido à intensa queda de neve.
A informação foi avançada à agência Lusa pela GNR de Vila Real que, num ponto de situação feito pelas 19:00, disse que o IP4 se mantém fechado, desde esta manhã, entre os nós da Campeã (Vila Real) e Aboadela (Amarante, Porto), na área que corresponde à serra do Marão.
Também a Estrada Nacional 15 (EN15), na mesma zona, estava intransitável devido à queda de neve que se fez sentir ao longo do dia de hoje.
Segundo a GNR, a alternativa era a A4, pelo Túnel do Marão.
A fonte adiantou ainda que nas autoestradas A24, entre Vila Real e a ligação para a A7, em Vila Pouca de Aguiar, bem como na A7 até Ribeira de Pena, a circulação se fazia, mas com dificuldade.
Também na A4, na zona do Pópulo, se sentiam alguns constrangimentos devido à neve.
A GNR salientou que os limpa neves estão a trabalhar nestas vias, a limpar e a espalhar sal.
Num comunicado divulgado pelas 18:30, a Câmara de Vila Real informou que, no concelho, havia algumas estradas com circulação condicionada como a EN15, entre Sanguinhedo e Lamares, e a Estrada Municipal 323 (EM313), no sentido Mondim de Basto, no troço compreendido entre Lamas de Olo e Relva.
“Estas situações encontram-se devidamente sinalizadas e acompanhadas pelas equipas no terreno, podendo sofrer alterações consoante a evolução das condições meteorológicas”, referiu o município, que pediu que os automobilistas evitem deslocações desnecessárias e não se dirijam às zonas altas do concelho para observação da neve.
Também o município de Mesão Frio informou que a Estrada Nacional 101 (EN101), que liga Mesão Frio a Amarante, estava cortada a partir da Ponte de Carrapetelo, em ambos os sentidos.
Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão hoje sob aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por causa da neve.
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANECP) colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
Este nível entrou em vigor às 16:00 de quinta-feira e termina às 23:59 de sábado.
Cortadas três estradas nacionais no norte do distrito de Viseu
As estradas nacionais (EN) 2, 229-1 e 321 nos concelhos de Castro Daire, Cinfães, Lamego e Penedono, estão cortadas ao trânsito devido à queda de neve, disse hoje à agência Lusa fonte da GNR.
De acordo com o oficial de Comunicação e Relações Públicas do Comando Territorial de Viseu, major André Batista, estão cortadas três estradas nacionais no distrito de Viseu desde o meio da tarde de hoje.
A EN321, entre Castro Daire e Cinfães, na serra de Montemuro, foi a primeira a ser fechadas ao trânsito, ainda na manhã de hoje e desde o meio da tarde ficaram também encerradas a EN229-1, entre Penedono e Antas (Sernancelhe) e a EN2, entre Castro Daire e Bigorne (Lamego).
“As estradas estão cortadas e irão permanecer encerradas ao trânsito durante muitas horas, uma vez que a neve cai com grande intensidade e não há meios para limpar tanta neve nas várias vias, porque são muitos quilómetros”, referiu o major da GNR.
André Batista acrescentou que, além das EN, “há muitas estradas municipais [EM] cortadas, nos diversos concelhos no norte do distrito” de Viseu, inclusive nos municípios que têm as nacionais cortadas.
Segundo o Comando Sub-regional do Douro da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), entre os concelhos do distrito de Viseu com estradas municipais cortadas ao trânsito estão Armamar, Tarouca, Tabuaço e Vila Nova de Paiva.
Lusa
IP e CP adiam intervenção prevista para domingo na Linha de Cascais
A circulação ferroviária na Linha de Cascais já não vai estar condicionada entre São Pedro do Estoril e Cascais no domingo, devido a trabalhos, perante as condições meteorológicas adversas, informaram hoje a Infra-estruturas de Portugal (IP) e a CP.
“Face à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de períodos de chuva, por vezes forte, na região de Lisboa, não será possível proceder, em condições de segurança adequadas, à execução dos trabalhos no pontão de São Pedro do Estoril anteriormente previstos para o dia 25 de Janeiro”, afirmaram, em comunicado, a IP e a CP – Comboios de Portugal.
Assim, “no próximo domingo não se verificará qualquer alteração aos horários de circulação dos comboios no troço entre São Pedro do Estoril e Cascais”, acrescenta-se na nota.
Num comunicado anterior, as empresas referiram que a intervenção se insere na empreitada de modernização da via e da catenária da Linha de Cascais (que liga este concelho e Lisboa, passando pelo de Oeiras), com o objectivo de reforçar a segurança, a eficiência da exploração ferroviária e a qualidade da oferta de transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.
“Em virtude da elevada complexidade e duração dos trabalhos a realizar, incompatível com a manutenção da circulação ferroviária regular, torna-se imprescindível proceder à interdição da via descendente neste troço no próximo domingo, dia 25 de Janeiro, bem como no fim de semana de 28 de Fevereiro e 01 de Março”, lia-se na nota lançada no início desta semana.
Com o adiamento dos trabalhos, a gestora da infra-estrutura e a transportadora ferroviária agradecem “a melhor compreensão para os eventuais transtornos que esta situação possa provocar”.
Diário de Notícias
Sofia Fonseca, Agência Lusa, David Pereira, Ricardo Simões Ferreira
24.01.2026
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No distrito de Vila Real, IP4 mantém-se cortado no Marão e A24, A7 e A4 com constrangimentos
DR
No distrito de Vila Real, o Itinerário Principal 4 (IP4) mantinha-se pelas 19:00 cortado na zona da serra do Marão e as autoestradas A24, A7 e A4 estavam com constrangimentos devido à intensa queda de neve.
A informação foi avançada à agência Lusa pela GNR de Vila Real que, num ponto de situação feito pelas 19:00, disse que o IP4 se mantém fechado, desde esta manhã, entre os nós da Campeã (Vila Real) e Aboadela (Amarante, Porto), na área que corresponde à serra do Marão.
Também a Estrada Nacional 15 (EN15), na mesma zona, estava intransitável devido à queda de neve que se fez sentir ao longo do dia de hoje.
Segundo a GNR, a alternativa era a A4, pelo Túnel do Marão.
A fonte adiantou ainda que nas autoestradas A24, entre Vila Real e a ligação para a A7, em Vila Pouca de Aguiar, bem como na A7 até Ribeira de Pena, a circulação se fazia, mas com dificuldade.
Também na A4, na zona do Pópulo, se sentiam alguns constrangimentos devido à neve.
A GNR salientou que os limpa neves estão a trabalhar nestas vias, a limpar e a espalhar sal.
Num comunicado divulgado pelas 18:30, a Câmara de Vila Real informou que, no concelho, havia algumas estradas com circulação condicionada como a EN15, entre Sanguinhedo e Lamares, e a Estrada Municipal 323 (EM313), no sentido Mondim de Basto, no troço compreendido entre Lamas de Olo e Relva.
“Estas situações encontram-se devidamente sinalizadas e acompanhadas pelas equipas no terreno, podendo sofrer alterações consoante a evolução das condições meteorológicas”, referiu o município, que pediu que os automobilistas evitem deslocações desnecessárias e não se dirijam às zonas altas do concelho para observação da neve.
Também o município de Mesão Frio informou que a Estrada Nacional 101 (EN101), que liga Mesão Frio a Amarante, estava cortada a partir da Ponte de Carrapetelo, em ambos os sentidos.
Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão hoje sob aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por causa da neve.
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANECP) colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
Este nível entrou em vigor às 16:00 de quinta-feira e termina às 23:59 de sábado.
Cortadas três estradas nacionais no norte do distrito de Viseu
As estradas nacionais (EN) 2, 229-1 e 321 nos concelhos de Castro Daire, Cinfães, Lamego e Penedono, estão cortadas ao trânsito devido à queda de neve, disse hoje à agência Lusa fonte da GNR.
De acordo com o oficial de Comunicação e Relações Públicas do Comando Territorial de Viseu, major André Batista, estão cortadas três estradas nacionais no distrito de Viseu desde o meio da tarde de hoje.
A EN321, entre Castro Daire e Cinfães, na serra de Montemuro, foi a primeira a ser fechadas ao trânsito, ainda na manhã de hoje e desde o meio da tarde ficaram também encerradas a EN229-1, entre Penedono e Antas (Sernancelhe) e a EN2, entre Castro Daire e Bigorne (Lamego).
“As estradas estão cortadas e irão permanecer encerradas ao trânsito durante muitas horas, uma vez que a neve cai com grande intensidade e não há meios para limpar tanta neve nas várias vias, porque são muitos quilómetros”, referiu o major da GNR.
André Batista acrescentou que, além das EN, “há muitas estradas municipais [EM] cortadas, nos diversos concelhos no norte do distrito” de Viseu, inclusive nos municípios que têm as nacionais cortadas.
Segundo o Comando Sub-regional do Douro da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), entre os concelhos do distrito de Viseu com estradas municipais cortadas ao trânsito estão Armamar, Tarouca, Tabuaço e Vila Nova de Paiva.
Lusa
IP e CP adiam intervenção prevista para domingo na Linha de Cascais
A circulação ferroviária na Linha de Cascais já não vai estar condicionada entre São Pedro do Estoril e Cascais no domingo, devido a trabalhos, perante as condições meteorológicas adversas, informaram hoje a Infra-estruturas de Portugal (IP) e a CP.
“Face à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de períodos de chuva, por vezes forte, na região de Lisboa, não será possível proceder, em condições de segurança adequadas, à execução dos trabalhos no pontão de São Pedro do Estoril anteriormente previstos para o dia 25 de Janeiro”, afirmaram, em comunicado, a IP e a CP – Comboios de Portugal.
Assim, “no próximo domingo não se verificará qualquer alteração aos horários de circulação dos comboios no troço entre São Pedro do Estoril e Cascais”, acrescenta-se na nota.
Num comunicado anterior, as empresas referiram que a intervenção se insere na empreitada de modernização da via e da catenária da Linha de Cascais (que liga este concelho e Lisboa, passando pelo de Oeiras), com o objectivo de reforçar a segurança, a eficiência da exploração ferroviária e a qualidade da oferta de transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.
“Em virtude da elevada complexidade e duração dos trabalhos a realizar, incompatível com a manutenção da circulação ferroviária regular, torna-se imprescindível proceder à interdição da via descendente neste troço no próximo domingo, dia 25 de Janeiro, bem como no fim de semana de 28 de Fevereiro e 01 de Março”, lia-se na nota lançada no início desta semana.
Com o adiamento dos trabalhos, a gestora da infra-estrutura e a transportadora ferroviária agradecem “a melhor compreensão para os eventuais transtornos que esta situação possa provocar”.
Ligações fluviais canceladas entre Trafaria, Porto Brandão e Belém
O transporte fluvial entre Trafaria (Almada), Porto Brandão (Almada) e Belém (Lisboa) foi hoje cancelado devido ao mau tempo, mantendo-se apenas a circulação de passageiros entre Porto Brandão e Belém, informou a Transtejo Soflusa.
“Por motivo de condições meteorológicas e de mar adversas, o serviço de transporte de veículos encontra-se temporariamente interrompido”, explica a empresa, numa nota publicada na sua página da Internet.
Ainda não existe previsão para a retoma do serviço a partir de e até à Trafaria.
O serviço de transporte de passageiros entre Porto Brandão e Belém é realizado de acordo com os horários em vigor.
APA alerta para possibilidade de cheias urbanas
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou hoje para a possibilidade de ocorrência de cheias em zonas urbanas na sequência da passagem da depressão Ingrid e reconheceu que a situação hidrológica pode “agravar-se significativamente” a partir de segunda-feira.
“A tempestade Ingrid provocará uma subida dos caudais nas bacias hidrográficas, com particular incidência no centro e norte”, explicou a APA numa resposta enviada à Lusa.
Nesse sentido, trata-se de uma situação hidrológica de vigilância, “podendo ocorrer uma subida de caudal acima do previsto, pelo que requer particular atenção junto das zonas ribeirinhas”, acrescentou.
Enquanto autoridade nacional da água, a APA revelou que podem vir a ocorrer cheias em zonas urbanas, nas bacias em nível de pré-alerta (potencial subida de causais) e alerta (caudais superiores aos habituais).
Assim, de acordo com a APA, hoje, as bacias hidrográficas do rio Minho, sub-bacia do Coura; do rio Lima, sub-bacia do Vez; do rio Cávado; rio Mondego; rio Vouga; rio Guadiana (sul) e rio Arade encontram-se em nível de pré-alerta.
Como tal, existe uma situação hidrológica de vigilância, podendo ocorrer uma subida de caudal acima do previsto, estando recomendado pela APA que seja feito o seguimento da situação hidrológica.
Desde quinta-feira e até sábado, a bacia hidrográfica do rio Vouga sub-bacia do Águeda encontra-se em 1.º nível de alerta, o que significa que se encontra numa “situação hidrológica potencialmente perigosa”, podendo haver “perigo para todas as actividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”, além de “potenciais inundações urbanas”, recomendando que seja intensificada a vigilância dos cidadãos.
Na próxima semana, as previsões meteorológicas indicam um novo episódio de precipitação intensa e, segundo a APA, “poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as actividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”.
A APA lembra a articulação existente com todos os concessionários na gestão das barragens para garantir o encaixe entre eventos, “promovendo para tal descargas e assim conseguir maior encaixe durante os eventos, para reduzir a velocidade e o volume de água para jusante”.
“No entanto, esta operação não pode nunca colocar em risco a segurança das infra-estruturas dado que têm um limite para esta operação”, refere a autoridade.
Lusa
Cerca de 3800 clientes em Portugal continental sem energia eléctrica pelas 18:30
Cerca de 3.800 clientes da E-Redes estavam às 18:30 de hoje sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro, devido ao mau tempo, com a depressão Ingrid, revelou à Lusa fonte da empresa.
Pelas 18:30, o distrito de Aveiro era o mais afectado pelos constrangimentos na rede eléctrica, indicou fonte da E-Redes.
De acordo com a empresa de distribuição de energia eléctrica, durante a madrugada de hoje foram afectados “cerca de 20 mil clientes”, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Pelas 12:00 estavam sem energia eléctrica cerca de 6.500 clientes, número que diminuiu às 14:00 para cerca de 4.300, subiu às 15:00 para cerca de 5.400 e voltou a descer às 18:30 para cerca de 3.800, segundo dados da E-Redes, que ressalva que a situação é dinâmica face ao impacto das condições meteorológicas adversas.
Para responder aos constrangimentos na rede eléctrica, as equipas da E-Redes estão no terreno a acompanhar os trabalhos necessários, junto das entidades de protecção e segurança.
“A rede eléctrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afectaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto”, indicou pelas 12:00 fonte da empresa.
Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes activou preventivamente o Plano de Actuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a “adequada capacidade de resposta”.
“As equipas vão permanecer mobilizadas, enquanto se mantiverem condições atmosféricas adversas, para fazer face a eventuais constrangimentos na rede”, adiantou.
Mais de 720 ocorrências em Portugal continental desde as 16:00 de quinta-feira
Portugal continental registou, entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de hoje, 722 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, e foram deslocadas sete pessoas, revelou a Protecção Civil.
“Há a registar duas pessoas deslocadas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas pessoas deslocadas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três pessoas deslocadas em Cascais (distrito de Lisboa)”, indicou a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), num comunicado sobre as ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa, que está a afectar Portugal continental.
Das 722 ocorrências registadas entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de hoje, destacam-se queda de árvores, com 238 situações, limpeza de vias, com 195, queda de estruturas, com 117, inundações, com 89, e movimentos de massa, com 83, de acordo com a Protecção Civil.
“As sub-regiões mais afectadas foram região de Coimbra (89 ocorrências), Área Metropolitana do Porto (83 ocorrências) e Grande Lisboa (71 ocorrências)”, indicou a ANEPC.
Na resposta a estas situações, a Protecção Civil mobilizou 2.476 operacionais, apoiados por 1.042 veículos.
Em comunicado, a ANEPC reforçou que o impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado através da adopção de comportamentos preventivos adequados, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis.
Num anterior balanço, a Protecção Civil disse que foram registadas hoje, entre as 00:00 e as 12:00, um total de 231 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo queda de árvores e limpezas de vias.
Na quinta-feira, ao longo das 24 horas do dia, a ANEPC contabilizou 365 ocorrências associadas às condições meteorológicas adversas.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
Este nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) vigora desde as 16:00 de quinta-feira e até às 23:59 de sábado, e aplica-se a todo o território do continente “à excepção do Alentejo Central e do Baixo Alentejo”.
Na região Norte, dezenas de escolas estão fechadas devido às dificuldades de circulação causadas pela queda de neve.
Prevê-se chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido vários avisos vermelhos (o mais grave numa escala de três), laranja (o segundo mais grave) e amarelo.
Os Açores e a Madeira também estão sob vários avisos amarelos e laranja.
Lusa
Nevão “à moda antiga” mobiliza 15 veículos e 15 operacionais em Montalegre
Um nevão “à moda antiga” está hoje a mobilizar dezenas de operacionais e 15 viaturas, em Montalegre, com a missão de assegurar a limpeza e a circulação nas estradas do concelho.
“Temos a Protecção Civil e os meios municipais todos no terreno”, assegurou a presidente da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes.
O concelho do norte do distrito de Vila Real, que está em aviso vermelho por causa da neve, cumpre hoje o segundo dia da Feira do Fumeiro, um dos eventos que mais visitantes atrai ao concelho.
As escolas estão hoje fechadas, numa medida preventiva, e, segundo a autarca, a Protecção Civil também ajudou a assegurar, em algumas aldeias, a entrega de refeições a utentes de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
Há Neve em Montalegre! Manto Branco cobre Município de Montalegre As estradas estão transitáveis para a 35ª Edição da Feira do Fumeiro de Montalegre Se tiverem vídeos da neve enviem para nós! pic.twitter.com/vx5AQlpbeu
Os operacionais estão no terreno desde a madrugada de hoje.
“Foi uma noite de muito, muito trabalho”, descreveu a autarca, que adiantou que, também o dia, está a ser trabalhoso para garantir que “as vias estão todas transitáveis” e, por isso, com “condições de segurança” para os visitantes que queiram participar na “festa do mundo rural” que é a Feira do Fumeiro.
Fátima Fernandes reconheceu que o aviso vermelho “assusta um bocadinho as pessoas”, aconselhou, contudo, a “máxima precaução” e lembrou que as previsões apontam para uma melhoria das condições meteorológicas a partir do início da tarde de sábado.
“Garantimos que vamos estar toda a noite no terreno a fazer a limpeza das vias”, frisou.
Habituado ao frio e baixas temperaturas, o município de Montalegre está também preparado para lidar com a queda de neve.
No terreno estão dezenas de operacionais, entre bombeiros das corporações de Montalegre e de Salto, elementos da Protecção Civil, GNR e ainda privados que são chamados para ajudar.
Há ainda 15 viaturas, entre limpa-neves, tractores e outros veículos preparados para a limpeza das estradas e o espalhamento de sal.
Fátima Fernandes referiu ainda que o município dispõe de um ‘stock’ de 50 toneladas de sal.
A autarca disse que é “preciso cobrir todo o concelho”, lembrando que estes nevões eram habituais há uns anos e salientando que a tempestade Ingrid trouxe “uma nevada à moda antiga”.
“Mas nós estamos habituados e estamos preparados e temos os meios mecânicos e humanos para dar resposta a esta necessidade”, salientou.
Júlio Lopes, adjunto do comando dos bombeiros de Montalegre, disse que, desde as 04:00 da madrugada, que seus operacionais andam na estrada a fazer a limpeza, prevenção e a aplicar sal para “manter as estradas o mais possível limpas”.
Entre as ocorrências a que tiveram que dar resposta estão atolamentos, despistes e ajuda a condutores que não conseguiram progredir.
Júlio Lopes lembrou que as previsões apontam para um agravamento das condições meteorológicas a partir das 19:00 de hoje e referiu que a corporação mobilizou 40 operacionais.
No distrito de Vila Real, as escolas não abriram hoje nos concelhos de Montalegre, Boticas, Chaves, Mondim de Basto, Valpaços, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.
Já hoje encerraram, para o período da tarde, as escolas em Vila Real, Alijó, Sabrosa e Murça e também a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciou a suspensão das actividades académicas a partir das 16:00.
Lusa
Derrocada de muro destrói quatro viaturas no concelho da Covilhã
A queda do muro do parque infantil de Bouça, freguesia de Cortes do Meio, no concelho da Covilhã, danificou quatro viaturas, confirmou à agência Lusa o vereador com o pelouro da Protecção Civil.
Luís Marques deu conta que esta foi a ocorrência de maior relevo registada até ao início da tarde de hoje.
Segue-se o apuramento dos danos e responsabilidades, explicou o oficial de relações públicas do Comando Territorial da GNR de Castelo Branco.
“A GNR vai ao local e regista a ocorrência, mas agora depende dos lesados formalizarem a denúncia da situação para que possam fazer o processo avançar para poderem ser ressarcidos”, referiu o tenente-coronel Miguel Silva.
Este esclarecimento foi corroborado pelo presidente da Junta de Freguesia de Cortes do Meio, Jorge Viegas, que assume à partida as responsabilidades que venham a ser atribuídas à junta.
“Vamos ver qual a forma de resolvermos a situação e estaremos sempre ao lado das pessoas para salvaguardar os seus bens e, apurada a responsabilidade, cá estaremos para as assumir”.
O autarca referiu ainda que esta situação já estava sinalizada: “Em Outubro do ano passado já tínhamos feito uma intervenção na parte da drenagem das águas, porque era uma situação que já estava sinalizada. Estamos a falar de um muro muito grande e muito alto que, no passado, já tinha ruído e já tinha sido reconstruido duas ou três vezes”.
“A natureza tem destas coisas. Foi muita água, muita pressão sobre o muro, que acabou por ceder. Felizmente, não se verificaram danos em pessoas, mas apenas danos materiais”.
A Europa não pode mostrar qualquer hesitação na cena internacional. Sobretudo agora, quando a paisagem global se assemelha a um campo de forças em rota de colisão. Durante demasiado tempo permitiu-se que a nossa visão estratégica fosse dominada por duas obsessões: a crédula subordinação ao amparo dos EUA e o receio de uma avalanche destruidora vinda do lado da Rússia. Em ambos os casos, a Europa acabou por perder soberania e credibilidade. A prioridade é recuperá-las.
Vivemos hoje num contexto de hostilidades vindas de vários azimutes. É vital enfrentá-las. A força externa, bem como a imagem da União Europeia são um reflexo directo da nossa coesão interna. Nos tempos actuais, é fundamental mostrar respeito pelos demais, advogar o equilíbrio e, ao mesmo tempo, projectar poder. A coesão interna é, por isso, no meu entender, a preocupação número um.
Para a conseguir, é imperativo reforçar a complementaridade europeia através de medidas concretas: primeiro, pela harmonização das principais dimensões políticas, impedindo assim que a fragmentação interna seja explorada pela competição proveniente do exterior; segundo, pelo fortalecimento da resiliência democrática contra a desinformação, estabelecendo um protocolo eficaz de resposta a ataques híbridos e às notícias falsas que visem dividir as nossas sociedades; e terceiro, pelo investimento massivo em infra-estruturas integradas nas áreas da energia e no domínio digital, garantindo que nenhum Estado-membro se torne um alvo vulnerável à chantagem de terceiros.
Uma Europa que não for sólida no seu núcleo central nunca poderá ser soberana nas suas fronteiras, nem jogar um papel geopolítico de peso. Isto inclui o fortalecimento da identidade comum, embora reconhecendo a diversidade cultural e nacional, e o envolvimento activo dos cidadãos e das suas estruturas representativas.
Por independência soberana não se deve entender um isolacionismo defensivo, mas sim a capacidade de afirmar e defender os nossos interesses estratégicos. Trata-se de uma soberania multidimensional: energética, tecnológica, cultural, política e militar. Ser soberano significa que as decisões de Bruxelas e outras expressam as nossas prioridades comuns e os nossos parceiros são escolhidos com base na reciprocidade e nunca na submissão.
Não podemos esquecer a China, que faz parte do núcleo das super-potências. A relação com a China exige um realismo desprovido de ingenuidade. A orientação a tomar deve ser definida em Bruxelas. O objectivo consiste na redução do risco, mas sem rupturas, protegendo sectores estratégicos e garantindo que as relações são condicionadas por regras mutuamente aceites.
Simultaneamente, a soberania conquista-se falando com todos. É imperativo que a Europa, como um todo, fale com Moscovo tanto quanto fala com outros. Manter canais abertos com o Kremlin não é mostra de fraqueza, mas um reconhecimento realista da nossa localização geográfica. Uma conversa produtiva com o Kremlin é praticamente impossível. Para D. Quixote, seria como convidar uma serpente para a nossa mesa e chamar a isso diplomacia. Penso, no entanto, que a Europa democrática, no seu conjunto, repito, deve tentar estabelecer um diálogo.
A Rússia está transformada pelos seus dirigentes num mau vizinho, não inspira confiança, bem antes pelo contrário, mas vive na porta ao lado. O primeiro passo será fazer ver a Moscovo que o prolongamento da agressão contra a Ucrânia leva à ruína de todos, a Rússia em primeiro lugar. Sun Tzu, na sua obra famosa A Arte da Guerra, sublinhou que “nunca houve uma guerra prolongada da qual um país tenha saído beneficiado”. Quando a vitória não é rápida e decisiva, a melhor opção para o agressor é retirar-se.
Na nova arquitectura, a NATO tem de ultrapassar a dependência unidireccional. Alinhando com a visão que Mark Rutte tem impresso à Aliança neste início do seu mandato, a Europa deve procurar construir um pilar europeu de Defesa operacionalmente autónomo.
Como o secretário-geral tem reiterado, “a segurança europeia não pode continuar a ser um produto de importação”. Reformar a NATO significa que a Europa assume a responsabilidade primária pela estabilidade do nosso continente.
No seguimento de Davos 2026 e da próxima Conferência de Munique, de 13 a 15 de Fevereiro, e no processo de reorganização das Nações Unidas (UN80), a Europa precisa de se assumir como a arquitecta de um multilateralismo revigorado e eficaz. A mensagem deve ser simples e directa: temos de restabelecer a confiança entre os Estados. Na reforma da ONU, que é mais urgente do que nunca, a Europa deve liderar a transição para um sistema que reflicta a realidade contemporânea, defendendo um Conselho de Segurança alargado onde a voz do Sul Global e dos países com peso regional seja institucionalizada, e o poder de veto não seja um instrumento de paralisia.
Este esforço de reforma multilateral corre agora o risco de ser minado por propostas transaccionais e excludentes, como o inacreditável “Conselho da Paz” (Board of Peace) sugerido pela Administração norte-americana. Esta proposta, que pretende substituir a diplomacia colectiva por um directório ao serviço dos interesses pessoais de Donald J. Trump, constitui uma ambição inaceitável. Ao tentar contornar as instituições internacionais, o “Board of Peace” procura impor uma ordem mercantilista, assente num ego descomunal e num conceito novecentista de império, que ignora os direitos e a soberania dos Estados. Numa palavra, é uma aberração.
A estabilidade e a influência geopolítica da Europa não virão apenas das armas, nem da modernidade das nossas economias. Resultarão, também, da nossa capacidade de ombrear a todos os níveis com aqueles que nos querem subjugar, da força moral que colocarmos na defesa dos valores universais e das pontes que soubermos estabelecer com os regimes democráticos existentes em cada região do globo.
Escolas fechadas em seis municípios do distrito de Vila Real
Filipe Pinto
A previsão de queda levou hoje a que no distrito de Vila Real, as escolas estejam hoje fechadas em seis dos seus 14 municípios, como Boticas, Montalegre, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.
Durante a noite, nevou em alguns destes municípios, no entanto, fonte da GNR de Vila Real disse que, pelas 07:00, as estradas do distrito se encontravam transitáveis, não se registando constrangimentos significativos à circulação, pelo que as escolas funcionarão com normalidade na capital de distrito..
As decisões de suspender hoje os transportes escolares e as aulas foram tomadas na quinta-feira, uma medida preventiva depois do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ter colocado Vila Real entre os distritos com aviso vermelho por causa das previsões de queda de neve.
O município de Vila Real disse que continuará a “acompanhar de forma permanente a evolução das condições meteorológicas, em articulação com todas as entidades envolvidas” e adiantou que será realizado um novo ponto de situação pelas 12:00, de forma a reavaliar as condições existentes e assegurar a manutenção da segurança de pessoas e bens.
Circulação ferroviária suspensa na Linha do Minho após queda de árvore
A circulação ferroviária na Linha do Minho estava às 06:40 de hoje suspensa entre Caminha e Valença, no distrito de Viana do Castelo, devido à queda de uma árvore, informou a CP – Comboios de Portugal.
A empresa já tinha alertado anteriormente, numa publicação na rede social Facebook, para eventuais constrangimentos à circulação de comboios devido ao agravamento do estado do tempo por causa dos efeitos da passagem da depressão Ingrid.
“Devido ao agravamento do estado de tempo, previsto ocorrer entre os dias 22 [quinta-feira] e 25 de Janeiro [domingo], é expectável que se registem alguns constrangimentos à circulação ferroviária”, indica a CP.
A empresa recomenda aos passageiros que se informem sobre o estado de circulação de comboios, no ‘site’ , na ‘App’ ou na Linha de Atendimento CP, antes do embarque.
81 ocorrências durante a noite
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 81 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00 relacionadas com o mau tempo, por causa dos efeitos da depressão Ingrid, a maioria quedas de árvores.
“Entre as 00:00 e as 08:00 de hoje foram registadas 81 ocorrências, das quais 39 foram quedas de árvores, 23 limpezas de via, nove quedas de estrutura e 10 movimentos de massa”, adiantou à Lusa José Costa, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.
As regiões norte e centro foram as mais afectadas, cada uma com 50 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo com 11, Alentejo quatro e Algarve uma.
De acordo com José Costa, nas operações foram empenhados 259 operacionais, com o apoio de 113 veículos.
Já entre as 00:00 e 23:00 de quinta-feira, sucederam 349 ocorrências relacionadas com o mau tempo, que afectaram sobretudo a região Norte e Centro.
Distritos de Viseu, Porto, Vila Real e Braga estão sob aviso vermelho para neve
Bom dia
Começamos aqui o acompanhamento da situação do mau tempo que se faz sentir devido à passagem da Depressão Ingrid.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental, tendo emitido vários avisos.
Os distritos de Viseu, Porto, Vila Real e Braga estão até às 09:00 de sábado sob aviso vermelho (o mais grave) devido à queda de neve acima de 600/800 metros.
Bragança, Guarda e Castelo Branco estão sob aviso laranja até às 00:00 de sábado por causa da queda de neve acima de 600/800 metros e Portalegre a amarelo até às 06:00 de sábado.
O IPMA emitiu também aviso vermelho para os distritos de Faro, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro e Braga devido à agitação marítima entre as 00:00 de sábado e as 00:00 de domingo, passando depois a laranja.
Estão previstas ondas de noroeste com 07 a 09 metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima.
O IPMA colocou também os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria e Beja sob aviso laranja devido ao vento do quadrante oeste com rajadas até 110 quilómetros por hora, sendo de 120 nas serras entre as 06:00 e as 15:00 de sábado.
Também os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga estão sob aviso amarelo até às 21:00 de hoje devido ao vento do quadrante oeste com rajadas até 90 quilómetros por hora.
As costas norte e sul da ilha da Madeira e o Porto Santo vão estar sob aviso laranja entre as 21:00 de hoje e as 03:00 de domingo, passando depois a amarelo por causa da agitação marítima.
Estão previstas ondas de noroeste com 05 a 6,5 metros de altura significativa, podendo atingir altura máxima de 12 metros.
O IPMA emitiu também aviso amarelo para as costas norte e regiões montanhosas da ilha da Madeira e Porto Santo entre as 12:00 e as 21:00 de hoje por causa do vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora, sendo de 100 quilómetros por hora.
O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
A ANECP colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
A aproximação da depressão Ingrid a Portugal, a partir da tarde desta quinta-feira, 22 de Janeiro, está a motivar medidas preventivas em várias regiões do país.
DR
A depressão Ingrid começa a afectar Portugal a partir da tarde desta quinta-feira, trazendo chuva por vezes forte, neve nas zonas mais elevadas e agitação marítima severa, com ondas que poderão atingir os 15 metros. Perante este cenário, o IPMA emitiu aviso vermelho para todo o litoral, devido ao estado do mar, e aviso amarelo para a precipitação.
No Algarve, onde as albufeiras da região se encontram, em média, com 88% da sua capacidade – um valor acima da média nacional, que ronda os 83% -, como medida preventiva face à precipitação prevista, cinco das seis albufeiras algarvias já estão a realizar descargas controladas, com o objectivo de criar capacidade adicional de armazenamento. Por enquanto, a única excepção é a Barragem da Bravura.
Dados da Agência Portuguesa do Ambiente APA
Esta barragem apresenta cerca de 70% de armazenamento e poderá vir a iniciar descargas nos próximos dias. Trata-se de um cenário significativo, tendo em conta que, nos últimos anos, os níveis chegaram a descer para valores inferiores a 20%, reflectindo a severidade da seca então vivida.
Apesar de os aumentos de caudal não serem considerados elevados, José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, em declarações ao DN, deixa um apelo à população que vive ou circula a jusante das barragens, recomendando “prudência e cuidados redobrados, nomeadamente evitando a aproximação a linhas de água e zonas ribeirinhas”.
O agravamento das condições meteorológicas está também a motivar acções preventivas noutras regiões do país. José Pimenta Machado explica que, “prevendo-se ainda chuvas fortes para a próxima semana, com incidência sobretudo a norte do Mondego”, irá ser necessária “uma acção antecipativa para evitar cheias”. Nesse sentido, está prevista a realização de descargas na Barragem da Caniçada e uma vigilância reforçada das bacias do Vouga, do Mondego e da cascata do Zêzere, bem como das respectivas albufeiras.
Risco de cheias rápidas nas cidades
Em meio urbano, cidades como Lisboa poderão registar constrangimentos associados à chuva intensa, nomeadamente cheias rápidas, dificuldades de drenagem e problemas na circulação rodoviária.
“Continuaremos a acompanhar a evolução da situação e a divulgar informação sempre que necessário”, sublinha José Pimenta Machado, reforçando o apelo ao cumprimento das recomendações da Protecção Civil e à atenção permanente às actualizações meteorológicas nos próximos dias.
Alguns distritos estarão sob aviso vermelho. Os meios de emergência e socorro vão estar em prontidão em “zonas críticas”. Escolas estarão fechadas em Manteigas, Boticas e Montalegre devido à neve
Portugal vai estar em “estado de prontidão especial”
Todo o território de Portugal vai estar em “estado de prontidão especial” devido à depressão Ingrid. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 22 de Janeiro, pela Protecção Civil, que fez o alerta os riscos a que a população vai estar exposta, razão pela qual os meios de emergência e socorro vão estar em prontidão naquelas “zonas mais críticas”.
“Na sequência das previsões meteorológicas e, depois de fazermos uma avaliação de risco, concluímos que existe um conjunto de riscos potenciais significativos, nomeadamente nas zonas da queda de neve e do galgamento costeiro”, disse Mário Silvestre, comandante nacional de operações da Protecção Civil, revelando que “alguns locais e algumas aldeias poderem ficar isolados devido à queda de neve”, pelo que a vida das pessoas pode ser afectada e, como tal, pode ser afectada a “capacidade do socorro”.
Nesse sentido, as autoridades apelam para que as pessoas “evitem ao máximo a circulação nas vias rodoviárias”. Os serviços municipais de Protecção Civil vão no entanto avaliar, caso a caso, a possibilidade de serem “fechadas escolas, creches, bem como serviços não essenciais, minimizando a necessidade de deslocação das populações e consequentemente diminuição do risco”.
“O país ficará em estado de prontidão especial, que aumentámos para nível III para as sub-regiões mais afectadas, com excepção da sub-região do Alentejo central e do baixo Alentejo”, referiu Mário Silvestre, sublinhando que se deve à queda de neve e “ao impacto previsível da agitação marítima”.
O distritos onde se podem registar situações mais críticas são os de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, que vão estar sob aviso vermelho a partir da meia-noite desta sexta-feira devido à neve, prolongando-se pelo menos até às 9h00 de sábado, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), referindo que a queda de neve poderá suceder acima de 600/800 metros, prevendo-se uma acumulação entre os 20 e os 30 centímetros acima dos 800 metros, além de existir a provável formação de gelo.
O IPMA adverte ainda que existe a possibilidade de haverem perturbações graves na circulação o que, consequentemente, poderá afectar alguns abastecimentos locais.
O aviso vermelho é o mais grave e é emitido sempre que existem situações extremas, já o laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
Face a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução.
À população em geral, desaconselham a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de actividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.
– Escolas fechadas em Mondim de Basto na sexta-feira
– Escolas de Manteigas encerradas na sexta-feira