168: A inércia do Estado no caso dos idosos

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🇵🇹 OPINIÃO

O Estado Português já demonstrou sobejamente que tem pouco a oferecer às camadas mais idosas da sociedade. Ao contrário da maioria dos restantes países ditos desenvolvidos da Europa, Portugal tem delapidado os cuidados de saúde primários – a primeira linha de assistência a quem sofre, constantemente, de pequenos problemas de saúde.

Tem tornado um inferno a ida de um idoso para os hospitais públicos, que têm listas de espera monumentais para cirurgias; que tem tempos de espera medievais e que, já agora, têm uma disposição geográfica que divide os portugueses em cidadãos de primeira ou de segunda, consoante a disponibilidade das ambulâncias dos bombeiros.

E por último, para agravo maior, é fraco a proporcionar acolhimento para quem tem alta hospitalar, mas não tem família que consiga pagar uma cama num lar de idosos particular.

Isto num país que caminha a passos largos para ser um dos mais envelhecidos na Europa e, ao mesmo tempo, em que a remuneração dos seus cidadãos é cada vez mais insuficiente para o agravamento do custo de vida.

“A cama no SNS à qual cada uma destas 734 pessoas estão ‘presas’ por falta de outra opção custa ao Estado entre 21.000 e 24.000 euros por mês. Ou seja, 184 milhões se todas as 734 se mantiverem ali durante um ano.
”Paulo Spranger

É neste cenário que o Governo – no caso a ministra do Trabalho e da Segurança Social – se reúne hoje com os representantes das IPSS e Misericórdias para tentar encontrar a solução para um problema. O principal tema em debate, já se percebeu, será o valor que o Estado está disposto a pagar para que estas instituições recebam as centenas de idosos ou outros casos sociais que actualmente estão “presos” nos hospitais.

Actualmente, a Segurança Social paga 1.400 euros mensais por cada caso, mas o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, afirma ao DN que esse valor terá sempre de ser superior a 1.700 euros por mês.

As contas nem sempre são fáceis de fazer. Mas aqui fica uma versão simplificada: no total, a resolução deste problema poderá custar quase 15 milhões de euros por ano à conta da Segurança Social.

E se este número parece alto, a verdade é que não representa, nem de perto, o que o Estado está a despender actualmente com estes casos preocupantes.

A cama no SNS à qual cada uma destas 734 pessoas estão “presas” por falta de outra opção custa ao Estado entre 21.000 e 24.000 euros por mês. Ou seja, 184 milhões de euros se todas se mantiverem no SNS durante um ano.

Trata-se de pessoas que não podem ser deixadas para trás, independentemente do custo que vem associado ao seu internamento. Que isto fique absolutamente claro.

Assim sendo, caberá ao Estado a decisão mais acertada e mais razoável do ponto de vista orçamental. Numa lógica de curto prazo, face às opções imediatas em cima da mesa, o pagamento deste serviço às IPSS e Misericórdias parece ser o caminho a seguir – salvo melhor sugestão de outro qualquer sector. Isto porque, em teoria, assegura o acompanhamento digno destes cidadãos e, por outro lado, custa uma fração do que está a custar ao SNS (além de libertar camas para casos de internamento graves do ponto de vista médico).

No entanto, é questão de perguntar se algum ministério ou grupo de trabalho estudou a hipótese de o próprio Estado construir e, se for preciso, concessionar lares de terceira idade para resolver este problema e os muitos outros que se antecipam com uma população cada vez mais envelhecida. Ou a ideia de PPP’s na terceira idade choca tanta gente que nem se quererá falar nisso?

Director-adjunto do Diário de Notícias

Diário de Notícias
Nuno Vinha
22.01.2026

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167: Depressão Ingrid. Distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu em alerta vermelho por causa da neve

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO INGRID

Efeitos da depressão Ingrid vão começar a fazer-se sentir a partir da tarde desta quinta-feira.

Imagem de arquivo

Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu vão estar sob aviso vermelho por causa da neve a partir das 00:00 de sexta-feira, 23 de Janeiro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o aviso vermelho (o mais grave), que se prolonga pelo menos até às 09:00 de sábado, deve-se à possibilidade de queda de neve acima de 600/800 metros, com acumulação da ordem de 20 a 30 centímetros acima dos 800 metros e possível formação de gelo.

O instituto adverte para eventuais perturbações graves na circulação e afectação de alguns abastecimentos locais.

Estes são alguns dos efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal Continental, que vão começar a fazer-se sentir a partir da tarde desta quinta-feira, 22, tendo o IPMA emitido vários avisos de chuva, vento, neve e agitação marítima.

Ainda por causa da neve, estão sob aviso laranja (o segundo mais grave) Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Guarda e Bragança, alguns já a partir das 21:00 desta quinta.

No total, o IPMA colocou sob aviso amarelo por causa da chuva por vezes forte os distritos de Lisboa, Leiria e Coimbra entre as 15:00 e as 18:00 desta quinta-feira e Viseu, Évora, Porto, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Aveiro, Castelo Branco, Portalegre e Braga entre as 15:00 e as 21:00.

Os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar no sábado sob aviso vermelho devido à agitação marítima.

O nível mais grave do IPMA estará em vigor entre as 03:00 e as 19:00 de sábado, devido à previsão de “ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima”, em toda a costa ocidental.

Os mesmos distritos estão já sob aviso laranja e Faro (na costa ocidental), Setúbal, Lisboa, Leiria e Beja já estão sob aviso amarelo por causa do estado do mar.

O IPMA emitiu ainda aviso amarelo por causa do vento em diversos distritos, alguns já partir da noite desta quinta. Este aviso abrange, em períodos diferentes, Braga, Coimbra, Beja, Leiria, Viana do Castelo, Setúbal, Faro e Porto.

Também as costas norte e sul da ilha da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, passando depois a laranja entre sexta-feira e domingo.

O aviso vermelho é o mais grave e é emitido sempre que existem situações extremas, já o laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Face a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução.

À população em geral, desaconselham a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de actividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22.01.2026

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‘E la nave va…’

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🇵🇹 OPINIÃO

O preço da liberdade

é a eterna vigilância.

Thomas Jefferson

Há épocas em que nos sentimos arrastados por forças a que não sabemos dar sentido, que se empenham em destruir os projectos que fizemos e os alicerces do mundo em que vivemos.

A única resistência que nós, bichos da terra tão pequenos (Camões), podemos opor a esses ciclos da História, tão impiedosos e cruéis como os da Natureza, está numa fórmula muito simples, mas que devemos entender e saber analisar: a democracia política liberal.

Este conceito é diferente da política económica liberal, não diz respeito à liberalização dos mercados e à desregulamentação da economia, mas sim à liberdade dos cidadãos e à sua capacidade de estabelecer regras decentes, que permitam afastar propostas liberticidas.

Nós conseguimos levar à segunda volta das eleições presidenciais um candidato decente, que respeita as regras do jogo democrático, contra alguém que as quer destruir, para as substituir pelo arbítrio autoritário das ditaduras.

Nós não queremos deixar que a nave siga sem nós, levada pelas correntes marítimas e pelos ventos que não controlamos: queremos ser cidadãos capazes de opor a nossa vontade a destinos urdidos por cima de nós.

A ideia de liberdade e o conceito de decência deverão nortear as nossas opções num momento em que se acumulam os perigos, a ganância de uns a conjugar-se com a fraqueza de outros: uma atitude firme e segura, intransigente com os atentados à liberdade e à democracia que se preparam e nem sequer já se escondem, é nosso dever, é o que estes tempos difíceis nos exigem.

Mostraremos que somos capazes de não ceder às antigas barbáries, disfarçadas de apelos do novo. Mostraremos que, através de todas as épocas e de todas as mudanças, há valores de liberdade, respeito pelos outros, solidariedade e inclusão social, que nunca deixam de ser actuais e exigem a nossa incansável vigilância.

E continuaremos a defender estes princípios e valores contra poderosas correntes que empurram por todo o mundo para o autoritarismo, o belicismo e o racismo. Nós já experimentámos o autoritarismo fascista e a Guerra Colonial. Não temos saudades desses tempos.

Ontem, vi alegria nas pessoas do meu bairro, o alívio de quem escapou a uma ameaça. Mas não é assim: dia 8 de Fevereiro teremos de mostrar uma vez mais a força das nossas razões contra a força irracional que cavalga os ressentimentos e os rancores para os aliciar contra a liberdade.

Não compreendo os que se dizem liberais e ao mesmo tempo são capazes de apoiar os que se esforçam para destruir as nossas liberdades.

Não compreendo os descontentes que imaginam que a ditadura tudo resolverá, com um golpe mágico, um Deus ex machina, que nos trará a felicidade a domicílio, assim nós deixemos que sejam eles a definir, condicionar e limitar essa felicidade.

Não compreendo os que atacam o “sistema” para tentarem vir impor um outro sistema, bem mais opaco e blindado contra qualquer mudança.

Não devemos nós, democratas, deixar de criticar o que corre mal e tentar emendar o que não funciona: mas não será um regime, que proíbe ou limita as críticas, que será capaz de corrigir o que vai mal.

E não, hoje não consigo falar de outras coisas. São evidências, mas nem todos partilham estas evidências. São princípios mínimos de solidariedade social e respeito mútuo, mas nem todos partilham estes princípios. São condições básicas para uma sociedade decente, mas nem todos partilham esta decência.

ADENDA: A morte de Maria Alzira Seixo é uma enorme perda para os estudos literários em Portugal e um profundo desgosto para os seus amigos, em que minha Mulher e eu nos contamos.

Diplomata e escritor

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
21.01.2026

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165: É hora de uma Declaração de Independência da União Europeia

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🇪🇺 OPINIÃO

A União Europeia enfrenta desafios sem precedentes, num momento em que a ordem multilateral baseada na ONU está sob ataque. A estratégia de apaziguamento em relação a Donald Trump – desde a Cimeira da NATO até à desregulamentação das regras digitais, de Inteligência Artificial e ambientais, incluindo a humilhação tarifária de Turnberry – não está a funcionar. As concessões e acomodações não reduziram a imprevisibilidade e hostilidade de Trump – que culminaram em ameaças reiteradas à Gronelândia.

Pelo contrário, aprofundaram a vulnerabilidade estratégica da Europa, produziram um plano de capitulação inaceitável para a Ucrânia e uma declaração política de guerra à UE sob a forma de estratégia de segurança nacional dos EUA, na qual ele apela ao regresso a uma Europa das nações e anuncia, consequentemente, uma aliança com as forças políticas nacional-populistas do continente.

A Europa deve, portanto, tirar as conclusões necessárias: a sua segurança, prosperidade e democracia não podem mais depender da vontade mutável dos Estados Unidos. A autonomia estratégica não é mais uma opção, mas uma necessidade. A União Europeia deve ser capaz de agir de forma independente, assumir total responsabilidade pela sua própria Defesa e perseguir os seus interesses e valores no cenário global com soberania e credibilidade.

Uma Europa mais produtiva e competitiva é uma condição prévia para o poder geopolítico e o bem-estar social. Assim, devemos garantir, até 2028, a plena implementação dos relatórios Letta e Draghi sobre a conclusão do mercado único e a competitividade europeia. Além disso, precisamos de um orçamento plurianual que apoie novos investimentos, públicos e privados, em indústrias-chave e inovadoras. Por isso, exortamos a Comissão a apresentar uma proposta de Quadro Financeiro Plurianual (QFP) novo, reforçado e mais ambicioso, capaz de financiar bens públicos europeus, incluindo novas prioridades em matéria de Defesa e investigação, preservando simultaneamente as dimensões social e ambiental, a coesão e a agricultura, no respeito pelo controlo parlamentar e pelo papel das regiões e cidades europeias, e financiado com recursos próprios reais da UE.

Mas recuperar a competitividade e modernizar o orçamento não é suficiente para construir uma Europa geopolítica. Tal como em 1950, devemos concentrar-nos num ponto crítico, que é o estabelecimento de uma Defesa Comum Europeia apoiada por uma união política mais forte. Só uma Europa mais federal poderá enfrentar estes desafios, garantindo o respeito pelos nossos valores e direitos fundamentais, a menos que estejamos dispostos a aceitar Trump como autoridade política mundial, numa parceria ambígua com Putin e Xi Jinping.

Reconhecendo a ameaça à segurança que a UE enfrenta e a hostilidade aberta de Trump, confirmada pela Estratégia de Segurança Nacional, apelamos aos Estados-membros no Conselho Europeu para que estabeleçam uma Defesa Comum Europeia, tal como previsto no artigo 42.º do Tratado da União Europeia, o que também pode ser feito através de uma nova Cooperação Estruturada Permanente pelos Estados-membros dispostos a fazê-lo, em caso de falta de unanimidade. Isto constituirá um Sistema de Defesa Europeu capaz de coordenar as Forças Armadas nacionais em caso de agressão a qualquer Estado-membro. Para tal, é necessário um Centro de Comando e Controlo da UE.

De um modo mais geral, as instituições e os líderes da UE devem explorar plenamente o Tratado de Lisboa, através de uma interpretação federalista do mesmo em todos os domínios, tal como foi feito com a resposta à pandemia do Coronavírus, seguindo também o apelo de Draghi a um “federalismo pragmático”.

A UE não teria sido uma potência comercial com esta política sujeita à unanimidade. Precisamos de superar a vetocracia na Política Externa, na Defesa e nas Finanças. Um orçamento da UE mais forte, que beneficia certos Estados-membros, poderia ser condicionado ao seu apoio à activação das passerelles para passar da unanimidade à votação por maioria. Paralelamente, o Conselho Europeu deve dar seguimento coerente à proposta do Parlamento de reformar os Tratados para abolir a unanimidade no sistema de tomada de decisões da UE – as políticas orçamentais e fiscais, externas, de segurança e defesa, bem como o alargamento, devem ser abrangidas pelo procedimento legislativo ordinário -, incluindo futuras alterações aos Tratados.

Consideramos que o Parlamento Europeu pode desempenhar um papel fundamental na implementação das reformas institucionais necessárias, também tendo em vista o alargamento.

Em primeiro lugar, condicionando o seu apoio aos próximos orçamentos anuais e ao QFP à ação do Conselho Europeu relativamente aos pedidos acima mencionados. Em segundo lugar, promovendo uma Assembleia Interparlamentar (Assises) para defender a plena implementação desses objectivos, juntamente com uma Assembleia Europeia de Cidadãos ad hoc para envolver as pessoas e a esfera pública europeia em geral.

Com este intuito, apoiamos a criação de uma coligação pró-europeia renovada, supra-partidária e interinstitucional, que abranja os Estados-membros mais empenhados no Conselho Europeu, a maioria pró-europeia nos Parlamentos Europeu e Nacionais, a Comissão Europeia e as instituições regionais e locais – superando as inércias particulares de cada instituição -, bem como a sociedade civil organizada pró-europeia. Apelamos a todos para que se mobilizem a nível local, nacional e transnacional em apoio a estes pedidos de uma União mais soberana e democrática.

Este texto baseia-se na declaração “Um Roteiro para a Soberania Europeia”, adoptada pelo Comité de Acção para os Estados Unidos da Europa.

Josep Borrell Fontelles (ES), antigo alto-representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e ex-presidente do Parlamento Europeu

Danuta Hübner (PL), economista, antiga comissária Europeia para a Política Regional, ex-membro do Parlamento Europeu

Guy Verhofstadt (BE), presidente do Movimento Europeu Internacional, antigo primeiro-ministro, ex-membro do Parlamento Europeu

Domènec Ruiz Devesa (ES), presidente da União dos Federalistas Europeus, ex-membro do Parlamento Europeu

Margarida Marques (PT), antiga secretária de Estado dos Assuntos Europeus, ex-membro do Parlamento Europeu

Enrico Letta (IT), presidente do Instituto Jacques Delors, antigo primeiro-ministro

Dominique Méda (FR), socióloga e filósofa

Javier Cercas (ES), escritor

Robert Menasse (AT), escritor

Daniel Cohn-Bendit (FR/DE), escritor, ex-membro do Parlamento Europeu

Enrique Barón Crespo (ES), ex-presidente do Parlamento Europeu

Klaus Hänsch (DE), ex-presidente do Parlamento Europeu

Hans-Gert Pöttering (DE), ex-presidente do Parlamento Europeu

Paolo Gentiloni (IT), ex-comissário Europeu para a Economia, ex-primeiro-ministro

Petre Roman (RO), ex-primeiro-ministro

Rosen Plevneliev (BG), ex-presidente da República

Isabelle Durant (BE), ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, ex-secretária-Geral Interina da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento

Othmar Karas (AT), ex-primeiro vice-presidente do Parlamento Europeu

Jacques Attali (FR), escritor, antigo presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento e conselheiro especial do presidente Mitterrand

Pascal Lamy (FR), antigo director-Geral da Organização Mundial do Comércio, antigo comissário Europeu para o Comércio

Mercedes Bresso (IT), ex-presidente do Comité das Regiões Europeu e ex-membro do Parlamento Europeu

Gabriele Bischoff (DE), presidente do Grupo Spinelli, membro do Parlamento Europeu

Nicolas Schmit (LU), ex-comissário Europeu para o Emprego e os Direitos Sociais (Luxemburgo)

Andrea Wechsler (DE), presidente da Europa-Union Deutschland, membro do Parlamento Europeu

Luca Visentini (IT), ex-presidente da Confederação Europeia dos Sindicatos

Monica Frassoni (IT/BE), presidente do Centro Europeu de Apoio Eleitoral (ECES), ex-membro do Parlamento Europeu (Itália e Bélgica)

Moritz Hergl (DE), presidente dos Jovens Federalistas Europeus – JEF Europe

Brando Benifei (IT), membro do Parlamento Europeu, ex-presidente do Grupo Spinelli

Daniel Freund (DE), membro do Parlamento Europeu, ex-presidente do Grupo Spinelli

Sandro Gozi (IT/FR), membro do Parlamento Europeu, ex-presidente do Grupo Spinelli (Itália e França)

Petras Austrevicius (LT), membro do Parlamento Europeu

Raphaël Glucksmann (FR), membro do Parlamento Europeu

Anna Strolenberg (NL), membro do Parlamento Europeu

Katalin Cseh (HU), membro do Parlamento húngaro, ex-membro do Parlamento Europeu

Richard Corbett (UK), ex-membro do Parlamento Europeu, co-relator do Tratado Constitucional e do Tratado de Lisboa

Elmar Brok (DE), ex-membro do Parlamento Europeu, ex-presidente do Grupo Spinelli

Jo Leinen (DE), ex-membro do Parlamento Europeu, ex-presidente do Movimento Europeu Internacional

Andrew Duff (UK), ex-membro do Parlamento Europeu, ex-presidente da União dos Federalistas Europeus

Monica Baldi (IT), ex-membro do Parlamento Europeu

Pierre Larrouturou (FR), ex-membro do Parlamento Europeu

Virgilio Dastoli (IT), presidente do Conselho Italiano do Movimento Europeu, antigo colaborador de Altiero Spinelli

Francesca Ratti (IT), antiga vice-secretária-geral do Parlamento Europeu

Guillaume Klossa (FR), presidente fundador da EuropaNova, Civico Europa e Europa Power Initiative

Philippe Laurette (FR), presidente da Associação Jean Monnet

Alessia Centioni (IT), presidente da Civico Europa e da European Women Association

Roberto Castaldi (IT), professor, secretário-geral do Movimento Federalista Europeu

Chloé Fabre (FR), presidente da União dos Federalistas Europeus – França

Christelle Savall (FR), ex-presidente da JEF Europe

Margherita Orsi (IT), cientista política

Franco Bassanini (IT), advogado constitucionalista, ex-presidente da “Cassa Depositi e Prestiti”

Francisco Aldecoa Luzárraga (ES), cientista político, presidente do Conselho Federal Espanhol do Movimento Europeu

Céline Spector (FR), filósofa

Michele Fiorillo (IT), filósofo, coordenador da Civico Europa e da Citizens Take Over Europe

Slavoj ŽižeK (SLO), filósofo

Diário de Notícias
Comité de Acção para os Estados Unidos da Europa
21.01.2026

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164: Quando o ódio deixa de ser opinião

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🇵🇹 OPINIÃO

Há cerca de uma semana, a Polícia Judiciária (PJ) anunciava o lançamento de uma campanha inédita de combate ao discurso do ódio. Hoje, passou da pedagogia à prática. A operação desencadeada contra o grupo neonazi 1143 demonstra que um Estado de Direito não se limita a condenar discursos – actua quando identifica estruturas organizadas que promovem o ódio, a segregação e a violência.

As palavras do director Nacional da PJ são inequívocas e assentam na memória, nos dados e na experiência acumulada. Em 1995, uma estrutura semelhante esteve ligada ao homicídio de Alcindo Monteiro. Em 2007, apesar de condenações pesadas, o fenómeno não desapareceu. Em 2016, novas investigações revelaram membros repetidos, continuidades, adaptações. O que falhou, reconhece implicitamente a instituição, foi a capacidade de interrupção sustentada: a reinserção não travou a reorganização. A mesma estrutura manteve-se, alargou-se, ganhou estabilidade no tempo.

Hoje, a realidade é ainda mais preocupante. Em poucos anos, Portugal passou de uma dezena de crimes de ódio por ano para um número sete vezes superior. Há associações com fundadores, chefias, membros, apoio logístico, financiamento, distribuição de funções e uma ideologia assumidamente neonazi, baseada na segregação de parte da população. Há um sentimento de pertença, uma identidade, uma imagem de marca. E há, sobretudo, uma estratégia definida.

É aqui que a operação ganha verdadeiro significado. A PJ não esperou pelo “crime de resultado”. Não esperou por mais mortos, como no caso de Alcindo Monteiro, por mais feridos com sequelas para a vida, como aconteceu em 2015 com um militante comunista. Como explicou o seu director Nacional, quem investiga este tipo de criminalidade procura interromper a actividade antes da violência consumada. Defender a integridade das pessoas é o núcleo da missão.

Também por isso, a investigação não foi suspensa, nem adiada, pelo calendário político. A campanha presidencial em curso não condicionou a actuação da polícia criminal.

Este é um princípio essencial numa democracia madura: a separação entre a disputa política e a aplicação da lei. A PJ investigou, reuniu indícios, actuou – como deve fazer, independentemente do ruído público.

Mas esta operação é igualmente um aviso institucional. Ao próximo Presidente da República, aos decisores políticos e à sociedade.

O extremismo violento existe, organiza-se e aprende com o tempo. Não é apenas retórica inflamada nas redes sociais. É uma realidade estrutural, persistente e com capacidade de mobilização. Ignorar este alerta seria um erro grave. E podemos até pensar que há destinatários no espaço político e no debate público actual.

Quem tem relativizado o discurso extremista ou o tem tratado como mero debate de ideias será agora confrontado com um dado objectivo: estruturas organizadas, com continuidade no tempo e capacidade de mobilização violenta.

A pergunta é simples: saberão esses responsáveis ouvir os avisos das autoridades e reconhecer que a liberdade de expressão termina onde começa o incitamento ao ódio e à violência?

O artigo 240.º do Código Penal existe precisamente para isso. Para proteger pessoas e comunidades antes de ser tarde. Para impedir que a história se repita sob novas siglas.

O maior risco, agora, seria transformar tudo isto num debate estéril sobre opiniões, reduzindo uma investigação sustentada a um exercício de retórica sobre liberdade de expressão.

Se esse for o desfecho – se se concluir que nada disto passou de palavras -, então não falhará apenas a Justiça. Falhará o Estado. E falhará a democracia.

Diário de Notícias
Valentina Marcelino
Directora Adjunta do Diário de Notícias
21.01.2026

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163: Dez distritos do continente sob aviso amarelo devido à agitação marítima

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Dez distritos de Portugal continental vão estar terça e quarta-feira sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 04 a 05 metros, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Agitação Marítima (EPA) © TVI Notícias

Os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leira, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso amarelo entre as 12:00 de terça-feira e as 09:00 de quarta-feira.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para esta segunda-feira no continente períodos de céu muito nublado, apresentando-se pouco nublado na região sul, e possibilidade de ocorrência de precipitação fraca e dispersa no norte e centro.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado, a predominar de norte/noroeste, por vezes forte nas terras altas das regiões centro e sul, formação de gelo ou geada, em especial no interior.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, mais provável no interior norte e centro, pequena subida da temperatura mínima no litoral norte e centro e pequena subida da máxima nas regiões centro e sul.

AS temperaturas mínimas vão variar entre os -3 (em Bragança) e os 08 (em Lisboa) e as máximas entre os 06 (na Guarda) e os 16 (em Faro).

TVI Notícias
Lusa
19.01.2025

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162: A Conquista da Gronelândia. Uma Guerra Absurda

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🇵🇹 OPINIÃO

No mundo caótico, a Teoria do Caos parece estar a ser substituída pela Teoria do Louco. Teoria da política externa americana associada ao presidente Richard Nixon. Nixon, era um político experiente e um profundo conhecedor da geopolítica. Donald Trump, é o contrário, um narcisista, volúvel, e um profundo desconhecedor da história e da geopolítica.

O apoio de Trump à narrativa do Kremlin sobre a guerra na Ucrânia, têm sido motivo de alarme e desanimo na Europa. Agora, e de forma ainda mais perturbadora, Trump evocando um precedente datado dos tempos mais negros da Guerra Fria, insiste na tomada de posse da Gronelândia, não excluindo o uso da força militar. Uma guerra no Árctico será um absurdo, dispendiosa e contra produtiva.

A NATO sempre pautou a resolução de diferendos entre os seus membros pela via diplomática. É um facto que a Gronelândia é vital para os interesses estratégicos da América no Árctico, como o é para a Europa. A questão da Gronelândia deve ser resolvida pela via negocial, através de acordos já existentes, e nunca pela ameaça ou utilização da força militar.

A Gronelândia é uma zona autónoma e parte do Reino da Dinamarca. Cabe à NATO garantir a segurança e defesa dos interesses estratégicos da Aliança na área do Árctico. Os EUA são o membro mais importante da Aliança. Segundo, o Acordo de Segurança e Defesa de 1951, assinado entre a Dinamarca e os EUA. sobre a Gronelândia, é permitido aos EUA manter bases militares e acesso de defesa à ilha.

Curiosamente. o Acordo de Segurança e Defesa entre Portugal e os EUA (Acordo de Auxílio Mútuo para a Defesa) foi assinado em 1951. O Acordo formalizou a cooperação militar e permitiu aos EUA o uso da base das Lajes nos Açores.

Assumir o controlo da ilha não ofereceria qualquer dificuldade. A Gronelândia não tem forças territoriais, e apenas meia-dúzia de pequenos navios e helicópteros. Argumentam alguns analistas: teoricamente, a ilha seria capturada numa questão de horas. e simplesmente declarar a Gronelândia como território americano.

A experiência mostra, contudo, que aquilo que parece simples, pode tornar-se assaz complexo. Os planeadores militares sabem como os conflitos começam, mas raramente sabem como e quando acabam. Um exemplo recente, o Kremlin planeou conquistar Kiev em dias e, passados quase quatro anos, a guerra continua.

No cenário mais improvável, assumindo que a Dinamarca, solicita a activação do artigo 5 da Aliança, e que os países europeus da NATO respondem afirmativamente, abrir-se-á a “caixa de pandora” e logicamente o fim da NATO, conforme a conhecemos. Poderá prevalecer, mas com outro formato e sem os EUA. Para os americanos, aquilo que se previa ser uma simples operação militar, poderá não ser “um passeio no parque” e tornar-se num verdadeiro pesadelo logístico.

A América mantém na Europa um contingente militar, entre 80 a 100 mil militares. Dispõe de bases e infra-estruturas militares em múltiplos países europeus. O diferencial de capacidades militares entre os EUA e a Europa é significativo, claramente a favor da América. Contudo a Europa não está totalmente desarmada – longe disso.

Assumindo que as bases militares americanas na Europa não estariam disponíveis para apoiar as operações americanas na região do Árctico, devido ao conflito entre a Europa e os EUA, as dificuldades logísticas seriam enormes. É previsível que os americanos baseassem as suas operações em força aeronavais, através da projecção para o Árctico de dois ou três porta-aviões e os seus “battle groups”.

A Europa não está isenta de dificuldades. A ideia de um exército europeu dentro da UE, que de facto não existe, é uma falácia. Não há órgãos de comando conjunto e integrado: os que existem estão na estrutura da NATO. Em caso de conflito com os americanos seria urgente a criação de um comando conjunto e integrado europeu, aproveitando as infra-estruturas da Aliança.

As probabilidades de uma anexação/invasão da Gronelândia são ainda assim extremamente reduzidas, por se tratar de uma guerra absurda e de uma total insanidade.

Diário de Notícias
Alfredo Pereira da Cruz
16.01.2026

O que eu penso do governador dos EEUU

Os Flintstones do século XXI

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Neve e ondulação colocam 15 distritos de Portugal continental a ‘amarelo’

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Quinze distritos estão actualmente sob aviso amarelo devido à previsão de neve e agitação marítima por vezes forte, avançou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

© Lusa

O aviso amarelo está em vigor até às 18h00 em Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga, devido à queda de neve acima dos mil metros de altura, com acumulação até 20 centímetros nos pontos mais altos da Serra da Estrela.

O comunicado alerta para a possibilidade de perturbações causadas pela acumulação de neve e possível formação de gelo, incluindo vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.

Por outro lado, devido à forte ondulação, o litoral dos distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão com aviso amarelo, prevendo-se ondas de noroeste com quatro a cinco metros de altura.

O aviso amarelo devido ao estado do mar estará em vigor até à madrugada de domingo.

No entanto, nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga, o alerta será elevado para o nível laranja a partir das 21h00 de hoje e até ao meio-dia de sábado, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir 10 metros de altura.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado”, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Notícias ao Minuto
16.01.2026
Lusa

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160: A máscara caiu: da dissimulação ao facto consumado

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🇵🇹 OPINIÃO

Em Novembro passado, escrevi uma coluna em que defendi que a suposta retracção dos EUA era, na verdade, uma geopolítica da dissimulação. Sob o véu da fadiga imperial, Washington reorganizava a sua hegemonia. Hoje, essa suspeita é uma certeza: a máscara caiu. A recente captura de Nicolás Maduro, o incidente com o petroleiro Marinera e a posição face à Gronelândia e ao Irão confirmam que não há uma retirada, mas uma ofensiva de suserania absoluta que redefine as regras do jogo global.

A extracção de Maduro para julgamento em Nova Iorque terá marcado o fim da auto-contenção normativa. Washington abdicou da estética de garante da ordem liberal para assumir o papel de executor. A mensagem não se esgotou em Caracas: ao submeter a região a bloqueios e sanções, os EUA sinalizam que a esta interpretação da Doutrina Monroe não admite ambiguidades, preconizando a eliminação de qualquer vestígio de influência russa ou chinesa no hemisfério Ocidental.

No Médio Oriente, a pretensa retirada deu lugar a um controlo intenso. Nada acontecerá em Gaza sem a tutela americana, enquanto a influência sobre a Arábia Saudita e o Qatar isola o Irão. A presença reforçada na Síria e no Iraque fragmenta o corredor xiita, deixando Teerão perante uma geopolítica da exaustão. Vulnerável após o precedente venezuelano, o regime iraniano percebe que o apoio do Leste é um seguro de vida com data de validade perante a supremacia operacional de Washington.

A gestão da Ucrânia e de Taiwan revela o auge da resistência instrumental. Na Ucrânia, a aproximação americana à Coalition of the Willing é uma armadilha transaccional: Washington usa o brio europeu como travão conveniente, prometendo paz a Moscovo enquanto culpa a intransigência dos Aliados para não ceder no terreno.

O ataque ao Marinera, antecipando a protecção naval russa e expondo a sua vulnerabilidade logística, provou que a tentativa de dissuasão de Moscovo no mar foi irrelevante.

Em Taiwan, a lógica é idêntica, mas sem cortesia diplomática. Taipé é o aliado-pivô que não precisa de ser convencido, apenas armado. Ao fortalecer o arco de conflitos de baixa intensidade com o Japão, Coreia do Sul e Filipinas, os EUA criam uma barreira que a China não consegue romper sem uma guerra total para a qual não está preparada. Washington utiliza os seus aliados como escudo da sua hegemonia, testando a determinação e capacidade de Pequim.

A crise na Gronelândia fecha este arco de coação. A pretensão de ocupação sob o pretexto da ameaça chinesa é uma ficção sob a capa de realismo transaccional. Trata-se, na prática, de uma cerca preventiva, para sinalizar que a ilha é zona de influência exclusiva dos EUA, que força a Dinamarca a concessões militares e mineiras, sob pena de ver o seu território convertido num protectorado estratégico.

Fica demonstrado que a soberania de um aliado histórico é anulável perante a necessidade operacional de Washington. Se o direito internacional já era frágil, tornou-se agora um cadáver, substituído por um sistema de excepções administrado por quem tem força para as impor.

O que escrevi em Novembro confirmou-se. Os EUA não estão a sair de cena; libertaram-se apenas do figurino de polícia global para assumirem o papel de predador-alfa.

Já não há necessidade de parecer moralmente superior perante uma comunidade internacional incapaz de constranger.

Do Árctico à Venezuela, do Irão a Taiwan, a república americana parece querer transmutar-se num império que, ao abdicar das instituições que ajudou a criar, se tornou exponencialmente mais eficaz e perigoso.

A questão já não é quem tem razão, mas sim como sobreviver para não se tornar a próxima presa.

Analista de Estratégia, Segurança e Defesa

Diário de Notícias
Jorge Silva Carvalho
14.01.2026

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159: Vários distritos sob aviso devido à chuva e agitação marítima nos próximos dias

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

O litoral dos distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria e Aveiro, Coimbra e Braga vão estar com aviso laranja na sexta-feira e sábado, prevendo-se ondas com 5 a 5,5 metros.

FOTO: Paulo Spranger

Vários distritos vão estar entre quinta-feira e sábado sob avisos devido à previsão de chuva e agitação marítima por vezes forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Vila Real, Porto, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 09:00 e as 18:00 de quinta-feira devido à previsão de chuva, que pode ser forte e persistente.

Devido à forte ondulação, o litoral dos distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria e Aveiro, Coimbra e Braga vão estar com aviso laranja na sexta-feira e no sábado, prevendo-se ondas de noroeste com 05 a 5,5 metros.

Também por causa do estado do mar, o IPMA colocou os distritos de Faro, Setúbal e Beja a amarelo, entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sábado.

As costas sul e norte da ilha da Madeira e o Porto Santo estão também sob aviso amarelo por causa da agitação marítima entre as 18:00 de sexta-feira e as 07:00 de sábado.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14.01.2026

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